Já alertei publicamente, inclusive no programa “Dossier de Imprensa”, para o perigo da proliferação de jaulas de aquicultura na nossa costa.
Fi-lo em defesa até da atividade turística, pois ninguém vem passar férias à Madeira para olhar o mar e ver jaulas no horizonte.
Dir-me-ão que a aquicultura é uma atividade que representa uma mais-valia económica para a Madeira. Que queremos ser exportadores de peixe. Que a atividade está regulada, paga impostos e cria postos de trabalho.
Sou sensível a esses argumentos, mas pergunto: e o turismo, não paga impostos e cria postos de trabalho?
Queremos trocar a galinha dos ovos de ouro pelas ovas de ouro? Queremos trocar uma atividade estruturante para a economia por um nicho de mercado?
Bem sei que um dos grandes investidores deste “filão”, na Madeira, é a poderosa Jerónimo Martins que investiu em força na aquicultura na Madeira, a par do investimento em Sines.
Até já começaram a surgir os anúncios do Pingo Doce a levar a todos os hipers do país as douradas e robalos produzidos em cativeiro na Madeira. A ideia é atingir as 5 mil toneladas deste tipo de pescado em 2020. As Autoridades Regionais asumem-no.
Mas, imaginem que alguém começava a colocar jaulas de piscicultura ao longo de toda a costa algarvia? Seria bom para o turismo?
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