JPP quer crescer em 2019, tem congresso em maio ou junho e vai formar uma organização de juventude

JPP
O discurso do JPP aponta para ser uma alternativa mais forte nas eleições regionais de 2019. 

O JPP, Juntos Pelo Povo, que chegou ao cenário político para marcar a diferença e ganhou a Câmara de Santa Cruz, bem como deputados na Assembleia Regional, fez este fim de semana uma reflexão que visa o futuro, já em 2019, ano de eleições regionais. E para conquistar eleitorado, coloca o desafio nestes patamares: “À direita existe uma maioria que governa a Madeira há 40 anos, mas que continua a manter os madeirenses isolados e reféns de uma política de mobilidade e continuidade territorial ineficaz. Uma maioria que não garante a saúde e que deixa morrer pessoas à espera de uma consulta e de uma cirurgia.  Uma maioria que deixa os madeirenses pagar uma operação portuária que é a mais cara da Europa; Do outro lado está uma esquerda refém dos interesses instalados, praticante da especulação imobiliária e refém dos tachos que negoceia com os partidos que chegam ao poder.”

E para 2019, o secretário geral do JPP anunciou a realização de um congresso em maio ou junho do próximo ano e a formalização de uma Juventude do JPP.

O ato escolhido para esta tónica de discurso foi a tomada de posse da concelhia do partido em Santa Cruz, liderada por Élia Ascensão, a linha das intervenções resulta daquilo que, na perspetiva do JPP, é “o notório falhanço dos partidos tradicionais na resolução dos reais problemas da população”, fazendo com que o objetivo seja “reforçar, já em 2019, o seu papel de alternativa no âmbito das políticas que têm sido levadas a cabo pelos partidos que têm exercido o poder”.

Filipe Sousa, presidente do partido, lembrou que o JPP tem sido, pela sua filosofia, ação e exemplo, “um marco relevante numa nova forma de fazer política, que urge não deixar sucumbir às mãos de uma lógica política bipolarizada e que tendencionalmente deixa o poder nas mãos de apenas dois partidos.” Partidos cujo percurso no arco do poder “não se tem revelado eficaz na garantia de uma governação capaz de servir o país e o povo de forma a garantir índices de justiça social e de desenvolvimento que permitam olhar o futuro com confiança e sem medo de novas crises e suas consequências nefastas e que penalizam sempre os mesmos.”

De acordo com uma informação do gabinete de comunicação do JPP, Élvio Sousa, secretário-geral do JPP, disse também acreditar “num crescimento gradual do partido, sustentado no trabalho que tem sido realizado nas autarquias e na Assembleia Legislativa da Madeira”.

A presidente da concelhia do JPP garantiu que aquele não será um organismo virado para dentro de si próprio, “nem curvado a lógicas partidárias autistas e fechadas, mas sim mais um espaço de participação social de todos os que querem fazer ouvir a sua voz, sejam ou não militantes”.  Para cumprir estes objetivos, Élia Ascensão salientou que basta ao JPP manter-se fiel aos seus princípios de movimento de cidadãos, “não cedendo à tentação de ser mais um num xadrez político regional cansado, desgastado e que cada vez menos responde àqueles que são os anseios da população.”