Nós, Cidadãos! critica o modo como o GR tratou o assunto do ferry

O partido Nós, Cidadãos! veio hoje exprimir publicamente reproduzir o “descontentamento”, “decepção” e “insatisfação” que lhe foram transmitidos por diversos cidadãos “pela forma como o processo das viagens de ferry entre a Madeira e o continente português tem sido tratado pelo Governo Regional”.
Diz esta força política que  promoção da linha, antes do início da operação, não existiu, e já depois da sua concessão e “começo”, viu-se, num cantinho, um anúncio algo tímido num órgão de comunicação regional. “As várias agências de viagens existentes na Região não vendem bilhetes, ficando essa tarefa apenas a cargo da empresa regional que explora a linha por 3 meses, quando o prometido pelo Governo Regional aos eleitores havia sido uma operação a funcionar durante todo o ano, isto é, 365 dias”, critica o partido.

Por outro lado, este partido salienta que os preços para ligeiros de mercadorias, a denominada classe C4, no sentido Portimão-Funchal, custam cerca de 8 vezes mais que no sentido inverso – (715 € – 97.50 €); os pesados de mercadorias, a denominada classe C5,
custa cerca de 5 vezes mais que no sentido inverso – (1716 € – 360 €) e os trailers com autopropulsão, a denominada classe C6, importam perto de 5 vezes mais que no sentido inverso – (2288 € – 480 €).

“Curioso é, para NÓS, Cidadãos!, também o facto de alguma comunicação noticiar que na primeira viagem ocorrida no passado dia 2 de julho, que a operação apenas tenha tido cerca de 160 passageiros embarcados no Funchal. Esqueceram-se de referir que na primeira viagem – quando o armador era o Armas e não uma empresa regional que lhe freta a embarcação, como hoje acontece – o número não chegou aos 50 passageiros… e também não esqueçamos os tais 3.000.000 de euros (um pouco mais de 33 mil euros por dia) que o erário público regional vai entregar a esta empresa regional, quando o antigo armador não recebia nada, por uma linha ferry que durará apenas 90 dias”, critica ainda este partido.


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