Associação do Caminho Real promove caminhada seguida de concerto do projecto Ecomusicalis

A Associação do Caminho Real da Madeira (ACRM) promove no próximo sábado, dia 7, uma caminhada pelo Caminho Real 23. na freguesia da Ribeira da Janela, seguida de um concerto na Vereda da Tranquada.
A caminhada, refere uma nota à comunicação social, terá inicio às 9:00 na foz da Ribeira da Janela (junto ao estacionamento do Parque de Campismo), e percorrerá cerca de 4 km do antigo Caminho Real 23, até ao local do concerto na actual vereda da Tranquada.

Pelo percurso, para além da exuberância da paisagem natural que o Norte da Madeira proporciona, os participantes ficarão a conhecer um pouco da história, da cultura e das tradições desta freguesia do Porto Moniz.

O concerto, organizado em parceria com a Associação Retoiça, insere-se no conceito EcoMusicalis e tem início marcado para as 12:20, numa perfeita fusão entre música e natureza, com a dupla de artistas Sarah Borges e Caio Oliveira. O local do concerto será em plena floresta Laurissilva, na Ribeira das Furnas (vereda da Tranquada) e os interessados em participar apenas no concerto poderão descolar-se à Eira da Achada às 11:30.

Os músicos que protagonizarão o concerto

O evento é gratuito e aberto ao público em geral e conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto Moniz e da Junta de Freguesia da Ribeira da Janela, refere uma informação.

A Ribeira da Janela, antes “Janela da Clara”, recebe o nome do ilhéu empedernido em frente à foz do mais extenso e abundante curso de água da Madeira. É das freguesias menos populosas, contando apenas com 228 pessoas, cuja alcunha colectiva os designa por “Rabichados”. Nas serras desta freguesia bate o vetusto coração da Laurissilva, o Fanal, famoso pela sua lagoa e pelos seculares tis, alguns dos quais necessitam de cerca de dez pessoas de mãos dadas para circunscrever o tronco.

A Ribeira da Janela teve uma primitiva ermida de invocação a Nossa Senhora da Encarnação, que já existia em 1558 e que, segundo a tradição, foi destruída por um aluvião. Nos finais do século XVII, mais precisamente em 1699, o povo ergueu uma capela que passou por uma completa transformação, mantendo-se o traço original, até aos dias de hoje.

Foi nesta freguesia que, em 1940, se instalou a primeira armação baleeira na Madeira, com a construção de um “traiol” (estação rudimentar para a extracção do óleo pelo meio de panelas de grande dimensão, assentes sobre fogo directo) localizado a Este da foz da ribeira com a colaboração de baleeiros açorianos.