“Jogadores estrangeiros do Portosantense estavam a pedir ajuda para comer junto à porta do Pingo Doce”, revela o Juntos pelo Porto Santo

porto santo
A equipa de futebol representativa do Porto Santo tem jogadores a pedir ajuda à porta do Pingo Doce, denuncia o “Juntos pelo Porto Santo” na sua página do Facebook.

A situação não é nova e já foi alvo de abordagem, por parte do Funchal Notícias, que recentemente deu conta da situação em que se encontravam alguns jogadores estrangeiros do Portosantense, com o brasileiro Davi Alves a expressar o seu desespero pelo facto de estar sem receber qualquer verba desde setembro do ano passado depois da promessa de contrato, que nunca chegou a ser assinado.

Na sequência da divulgação, foi encontrada uma solução para o jogador, embora não do seu total agrado, porque reclamava todo o dinheiro que tinha a receber, a verdade é que houve entendimento possível e o jogador já se encontra no Continente para prosseguir a sua atividade na próxima época.

Hoje, na página do Facebook de “Juntos pelo Porto Santo”, é divulgada uma informação de que “sem dinheiro porque não recebem desde o ano passado, com a água e luz cortadas, alguns dos jogadores estrangeiros estavam hoje a pedir ajuda para comer na porta do Pingo Doce. O presidente do clube o pai deste problema, diz que não tem nada a ver com o assunto, não é nada com ele e anda desaparecido”.

Na mesma página da rede social, aquele grupo faz referência ao  presidente da assembleia geral que, “por omissão das suas funções acaba por ser conivente com esta vergonhosa situação em que deixou cair o clube”.

O Funchal Notícias contactou diversas fontes ligadas à vida política e desportiva do Porto Santo e confirmou que a situação está a ser alvo de comentários pela ilha, sendo que a situação não é de hoje, já tem acontecido váriis episódios em que os jogadores pedem ajuda “porque estão numa situação desesperada”.

Na altura da reportagem do FN junto do brasileiro Davi Alves, o gestor da Portosantense SAD dizia que o jogador estava a ser influenciado pelo anterior técnico e que a situação de ordenados em atraso estava  ser resolvida e a comprovar a normalidade da vida da SAD era a preparação, já em curso na altura, da nova época.

Vitor Menezes, o presidente do clube, apesar de ter assento, por inerência, na administração da SAD, rejeitou, na altura, ao FN,  qualquer responsabilidade na situação, revelando que, além disso, também a SAD estava em incumprimento para com o clube, porque não tinha cumprido alguns dos pressupostos que tinham sido acertados aquando da constituição da Sociedade Anónima Desportiva.

 


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