Barreto recusa chantagens: “Não pode haver limite à mobilidade dos madeirenses, o Estado assume mobilidade na Transtejo e na Carris”

Rui Barreto Santana 25 de maio
Rui Barreto diz que Costa coloca a negociação deste dossier da molbilidade “cumulativamente com a descida dos juros que o Estado cobra à Região”. E não tem dúvidas: “É chantagem”.

O deputado e vice presidente do CDS Madeira, Rui Barreto, pediu esta sexta-feira a intervenção do Presidente da República nos assuntos da Região dependentes de decisões do Governo da República que estão a inquinar as relações institucionais entre os governos regional e central. O subsídio de mobilidade é um tema central, com o parlamentar centrista a recusar chantagens e a dizer que não há limite para a mobilidade dos madeirenses.

O apelo surge depois de António Costa ter confirmado na Assembleia da República – quando interpelado por Assunção Cristas sobre os resultados da visita que fez à Madeira na passada segunda-feira – que pretende impor limites à mobilidade dos madeirenses, reduzindo de 34 milhões (valores de 2017) para 25 milhões o valor do subsídio de mobilidade social, exigindo ainda que a negociação deste dossier se faça cumulativamente com a descida dos juros que o Estado cobra à Região, e que são muito superiores à actual taxa de mercado.

Segundo uma nota do gabinete de comunicação do partido, Barreto diz que “não podemos permitir este tipo de chantagem”, afirma Rui Barreto. “O Governo não pode condicionar a redução da taxa de juro à redução do subsídio social de mobilidade. Isto é absolutamente inadmissível e os madeirenses não podem permitir este tipo de chantagem. Nem poderá haver limitação à mobilidade. O Estado apoia a mobilidade dos continentais na Transtejo, na CD e na Carris.”

O parlamentar diz que “o princípio da continuidade territorial está em garantir que Madeira e Açores beneficiem dos mesmos valores para a mobilidade dos povos insulares com o continente e como não vê maneira de o primeiro-ministro entender este direito constitucional, diz que está na hora de o Presidente da República ser chamado a dirimir o assunto. “Exorto o Presidente da República a intervir para não permitir qualquer tipo de chantagem e evitar que assuntos da Região dependentes de decisões da República sirvam de arma de arremesso de intentos político-partidários.”