CDU acusa governos da RAM e da República de “atentado contra a economia do Porto Santo”

A CDU exorta, num comunicado enviado às Redacções, quanto à urgência de tomar medidas relativamente aos serviços aéreos entre o Porto Santo e a Madeira. De acordo com esta força política, devido aos atrasos na conclusão do concurso público, em regime de concessão, para os Serviços Aéreos Regulares na ligação Porto Santo/Funchal/Porto Santo “estão colocados gravíssimos problemas para a economia turística e quanto às condições de mobilidade no interior do território nacional”.

Para o mês de Junho, diz a CDU, não se podem marcar viagens de avião entre o Porto Santo e a Madeira.

“Estamos a terminar o mês de Maio: é inaceitável que ainda não tenha havido da parte do Estado o sentido de responsabilidade política no sentido de minimizar danos e prejuízos”, questionam,

A CDU/Madeira vem, assim, através de comunicado de imprensa, criticar os Governos da República e da Região, acusando-os de “atentado contra a economia da ilha do Porto Santo e desrespeito grosseiro pelo interesse público”.

Os governantes, que deveriam defender o serviço público, neste caso, nas ligações aéreas entre o Porto Santo e a Madeira, “nada fazem quanto à superação das previstas limitações operacionais nas ligações aéreas a partir do próximo mês de junho, mês a partir do qual poderá deixar de existir um serviço aéreo inter-ilhas”, acusam os comunistas

A CDU apela, pois, aos deveres de solidariedade e de responsabilidade política dos Governos da República e da Região, de modo a que os direitos à mobilidade interna inter-ilhas e a economia do Porto Santo não continuem a sofrer tão graves prejuízos e tão profundos condicionamentos.

“É, pois, urgentíssimo tomar medidas para que, imediatamente, seja retomada aquela que deveria ser a normal possibilidade de marcação de viagens aéreas inter-Ilhas. Ou seja, é imperioso ter imediatas garantias públicas de quem, e de que modo, ficará concretizada a mobilidade e a acessibilidade através da linha aérea Porto Santo/Funchal/Porto Santo até que o “Concurso Público” esteja definitivamente concluído”, diz a CDU.