

Foi hoje que os professores da Madeira vieram para a rua mostrar descontentamento pelo impasse de algumas negociações, tanto a nível nacional, como na Região, onde como o coordenador do SPM dizia ao Funchal Notícias, ontem, o Governo Regional tem adiado sistematicamente a contagem do tempo de serviço que tinha assumido como garantida.
E foi através de uma resolução, aprovada por unanimidade, já perto da presidência do Governo Regional,na Quinta Vigia, que os professores e educadores deixaram bem claro que se o Governo Regional, através da SRE, não resolver, até final de maio, os problemas que estão pendentes com a classe, iniciando negociações com as organizações sindicais, “os professores e os educadores intensificarão a sua contestação durante os meses seguintes, podendo, entre outras formas de luta, recorrer à greve em período das avaliações de final de ano letivo”.
E entre essas reivindicações aprovadas estão a regulamentação da recuperação de todo o tempo de serviço cumprido nos períodos de congelamento; Alastrar do problema da avaliação docente entre 2013 e 2018 tem impedido que centenas de docentes que já reúnem condições para progredir o possam fazer; O grave problema da precariedade continua a afetar centenas de docentes que, ilegalmente, são obrigados a somar cinco contratos completos e sucessivos para poderem vincular; Continuam a ser exigidas vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira, o que constitui uma forma artificial de dificultar a progressão na carreira.
Hoje, nas ruas do Funchal, primeiro na Assembleia e depois na Quinta Vigia, estiveram “largas centenas”, como refere uma nota do Sindicato dos Professores da Madeira, mostrando alguma crítica relativamente a informações que davam conta de uma fraca adesão e que o SPM diz terem sido formuladas por alturas da concentração e não pela manifestação propriamente dita. E reage mesmo dizendo que “efetivamente, esta poderá ter sido a maior ação reivindicativa profissional de sempre já realizada na RAM. Na verdade, se em novembro foram mais de 800 os manifestantes; desta vez, terão sido, na opinião de muitos dos docentes que estiveram nas duas, ainda mais”.
Diz o sindicato que este foi “um sinal claro de que os professores e os educadores exigem a resolução dos problemas que os afetam e de que se cansaram das promessas repetidas até à exaustão, nomeadamente no se diz respeito à prometida recuperação integral do tempo de serviço dos períodos de congelamento”.
Esta foi uma manifestação que contou com a participação do Sindicato dos Professores da Madeira e do Sindicato Democrático dos Professores da Madeira.
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