Presidente do ADSE pediu a demissão

Carlos liberato
Carlos Liberato apresentou a demissão da liderança do ADSE.

O presidente do ADSE, o Instituto de Proteção e Assistência na Doença para funcionários públicos, demitiu-se, noticou o PÚBLICO. Carlos Liberato Baptista apresentou a renúncia, esta degunda-feira, alegando motivos pessoais. Estava no cargo desde 2017.
Carlos Baptista sai numa conjuntura em que se regista um impasse relativamente à nova tabela de preços da ADSE, com grande contestação por parte dos privados. O Governo anunciou recentemente que pretende intervir mais, mas as negociações têm vindo a registar altos e baixos sem que haja uma conclusão sobre o momento da decisão e respetiva publicação do novo figurino.
Relativamente à Madeira, estes atrasos também tiveram reflexos que já levaram o secretário regional da Saúde a Lisboa, precisamente para falar com Carlos Baptista. Na altura, em abril, Pedro Ramos disse que o ADSE “vai tentar aumentar o número de entidades privadas abrangidas pela Convenção. Avançou que seria alterado “o regime convencionado para que os utentes da Madeira sejam tratados de igual forma como são os utentes do restante território nacional, não tendo que pagar adiantado para depois serem reembolsados”.
Em virtude dos atrasos na publicação da nova legislação nacional, lembrou o governante madeirense na altura, a Região “viu-se obrigada a assumir os reembolsos das despesas com cuidados de saúde destes beneficiários, substituindo-se à ADSE, IP,  protegendo todos os beneficiários deste subsistema residentes na RAM”.
Com esta demissão e com todos os atrasos verificados, também a Região fica a aguardar os novos desenvolvimentos que o caso pode observar nos próximos tempos.