ANAC disse a Calado que neste momento não há condições para alterar o nível de segurança no Aeroporto da Madeira

Calado proteção civil
O vice presidente do Governo Regional esteve em Lisboa para reunir com a ANAC.

O vice presidente do Governo Regional abordou hoje a questão relacionada com os limites de vento no Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, que motivou uma reunião, ontem, em Lisboa, mas salvaguardou que se trata de um assunto que tem a ver, sobretudo, com a segurança.

Pedro Calado lembra que a situação dos ventos e da operacionalidade do Aeroporto prende-se com “uma questão técnica, muito complicada. É importante que tenhamos a noção que se trata de segurança. A entidade que gere o Aeroporto é a ANAC e todas as decisões têm que ser autorizadas por essa entidade. A ANA gere os Aeroporto e está em sintonia com a ANAC”.

Calado refere que “o que se está a passar no Aeroporto da Madeira é insólito, é o único aeroporto no mundo que tem limites mandatórios, significando que mesmo que os comandantes considerem ter condições de segurança para aterrar, se os limites de vento estiverem acima do estipulado, não poderão fazê-lo sob pena da ANAC suspender a sua licença de voo”.

O vice presidente do Governo manifestou à ANAC a sua estranheza pelo facto dos limites definidos para o Aeroporto da Madeira não terem sido alterados desde 1964, desde a inauguração, e a pista entretanto já cresceu, as areonaves são mais evoluídas e os pilotos mais treinos, sublinhando que o Governo Regional solicitou a intervenção dessas entidades com competência na matéria no sentido dos limites serem alterados de mandatórios para recomendáveis, simplesmente porque não há um único aeroporto no mundo com esta classificação”.

Pedro Calado faz ainda referência à existência de aparelhos que eventualmente poderiam dotar o Aeroporto de melhores meios, sendo que o Governo Regional mostrou disponibilidade para essas aquisições. O que acontece é que, mesmo com essas aquisições, a ANAC garante a não existência de condições, hoje, para levantar esses limites dos ventos, em termos de segurança, uma vez que existem posições contraditórias relativamente aos tempos de medição dos ventos e respetivas conclusões. Há um trabalho que está a ser desenvolvido por várias entidades e aquilo que o Governo Regional pediu é que haja celeridade dos estudos, tendo sempre em conta a segurança das pessoas”.