Esplanada do Café do Teatro vai crescer?

Com Rui Marote

O Teatro Municipal Baltazar Dias continua em festa, a celebrar os seus 130 anos de promoção da cultura. Vai daí o voto de louvor, esta semana, pela mão da JPP, ao emblemático Teatro, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa. Mas também é verdade que não passam despercebidas as obras que decorrem no interior do Café Teatro. Já se comenta que o objetivo é que a esplanada, que já existe no exterior, se estenda em todo o comprimento da fachada do emblemático imóvel

No Parlamento, o deputado independente, Gil Canha, criticou no plenário o Café do Teatro pelo facto de, durante a realização de certos eventos, montar barracas e barraquinhas com poncha e milho, em frente do Teatro, numa caldeirada cultural de duvidoso gosto.

Segundo se comentou nos passos partidos do Parlamento, os empresários que exploram o Café do Teatro já solicitaram à Câmara Municipal do Funchal a ampliação da esplanada na via pública e que a Câmara se prepara para dar a licença.

Se assim for, o FN recorda que se está a dois passos de voltar ao tempo do empresário Firmino Caldeira, que tinha a maior esplanada da Madeira, precisamente no passeio do meio, em frente ao Teatro, com empregados a atravessar a rua com as respetivas bandejas, numa altura em que o trânsito era escasso na cidade.  Tudo à base de cadeiras e mesas de ferro.

Quem tem sensibilidade para as questões do património insurge-se perante a possível expansão da esplanada do Café Teatro. Quem percebe de cultura dá o exemplo da culturalíssima Viena, na Áustria, com galões nas maiores salas de espetáculo, mas sem esplanadas nos cafés e restaurantes. Toda a oferta de cafetaria e restauração é no interior dos edifícios. Não perdem nem turismo nem qualidade de vida com isso.