Secretaria da Educação assina protocolo no âmbito do Projeto Escolas-Piloto de Alemão

A Secretaria Regional de Educação, através da Direção Regional de Educação, a Associação Portuguesa de Professores de Alemão (APPA) e o Goethe-Institut V. – Representação Permanente em Portugal (GI), celebraram esta manhã, na Escola Secundária de Jaime Moniz, um protocolo de colaboração referente ao Projeto Escolas-Piloto de Alemão.

O protocolo visa dinamizar e apoiar uma rede de escolas que possam desenvolver trabalho colaborativo e constituir um exemplo de boas práticas, promover e disseminar atividades e experiências pedagógicas inovadoras na área do Alemão como Língua Estrangeira (LE), impulsionar a aprendizagem do Alemão no ensino profissional, visando facilitar a inserção no mercado de trabalho e o reforço da empregabilidade, e incrementar o interesse pela língua e cultura alemãs na sociedade portuguesa.

Neste protocolo estão integradas quatro escolas piloto: a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, a Escola Secundária Jaime Moniz, a Escola Básica e Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva e a Escola Básica e Secundária da Calheta. O projeto é acompanhado por um grupo coordenador, constituído por um representante a indicar por cada uma das entidades – SRE/DRE, APPA e GI.

O documento foi subscrito por Jorge Carvalho, Secretário Regional de Educação, Marco Gomes, Diretor Regional de Educação, e Stephan Hoffmann, Vice-Diretor   do Goethe-Institut. V. – Representação Permanente em Portugal.

Na oportunidade, o Secretário Regional manifestou-se satisfeito por ver as escolas da Região Autónoma da Madeira incluídas num projeto que conta já com estabelecimentos de ensino de todo o país. «Sendo esta uma região turística, com uma grande percentagem de turistas alemães, com tradições no ensino do alemão e tendo um número significativo de alunos e professores envolvidos na aprendizagem desta língua, faz todo o sentido beneficiar das condições que o Instituto disponibiliza», sublinhou o governante, vislumbrando o alcance daquela formação específica.

«Não podemos esquecer que vivemos numa sociedade globalizada e que a qualidade da nossa formação, nomeadamente na área da enfermagem, é muito reconhecida na Alemanha, o que permite termos uma mobilidade significativa no espaço europeu. Isso obriga-nos a ter em conta essa questão do domínio das línguas», constatou Jorge Carvalho.

O titular da pasta da Educação relevou o facto de praticamente um quinto da população da União Europeia falar alemão. «São cerca de 100 milhões de pessoas, perspetivando-se que outras 20 a 25 milhões estão num processo de aprendizagem desta língua, que cerca de 12% da literatura é produzida em alemão. Ou seja, estamos a falar de algo extremamente importante, nomeadamente o potencial económico e científico que a Alemanha encerra», concluiu.