Ricardo Lume denuncia precariedade laboral na administração pública regional

O PCP realizou no âmbito da campanha “Valorizar os Trabalhadores, Mais Força ao PCP” uma jornada de contactos com os trabalhadores da administração pública regional, visando denunciar o aumento do trabalho precário no sector. No final da jornada de contacto junto ao Hospital Nélio Mendonça, em declarações à comunicação social o deputado do PCP, Ricardo Lume, referiu que “a propaganda do Governo Regional, relativamente ao combate à Precariedade Laboral cai por terra com a frieza dos números divulgados no boletim do emprego público referente ao quarto trimestre de 2017”.

Contrariamente ao expectável, verificamos que na administração pública regional, não só o número de trabalhadores diminuiu, como aumentaram o número de vínculos, disse.

A 31 de Dezembro de 2016 existiam 19.300 trabalhadores na administração pública regional, dos quais 606 tinham contrato a termo, ou seja, um vínculo precário.

Já a 31 de Dezembro de 2017, o número de trabalhadores na administração pública regional diminuiu para 19.031 trabalhadores, dos quais 687 são trabalhadores com vínculos precários, ou seja, não só aumentou efectivamente o número de trabalhadores precários na administração pública regional, mas também em termos percentuais existiu um aumento significativo visto que podemos verificar uma diminuição efectiva de 270 postos de trabalho na administração pública de 2016 para 2017 e um aumento de 81 trabalhadores com vínculo precário.

Onde existe mais precariedade na administração pública é nas áreas da saúde e educação, ou seja, nas funções sociais.

“Na educação sabemos que existem professores há décadas nesta situação, pois estão a ocupar um posto de trabalho permanente, mas não têm vínculos efectivos”, referiu. “Na saúde são assistentes operacionais, motoristas dos transportes de doentes, cozinheiros, entre outros, que também são vítimas desta triste realidade.Pois a precariedade laboral tem impactos brutais na vida na família, e nas condições financeiras dos trabalhadores”.

“O PCP sempre defendeu e continua a defender que para cada posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo laboral efectivo”, salientou o dirigente comunista.