XXVI Festival de Teatro mostra talentos da Região no palco da Escola Jaime Moniz

O Festival Carlos Varela segue com emoções fortes, neste dia da mulher. Pelas 10 horas da manhã, o Conservatório desafiou o público a refletir «Sobre a miséria», obrigando todos os espetadores a uma reflexão sobre a nossa frieza perante a “desgraça alheia”, revela ao FN a coordenadora Micaela Martins. Num texto inspirado em Bertolt Brecht, o 2.º ano do curso profissional de Artes do Espetáculo, coordenado pelo professor Filipe Luz, apresentou poemas, canções, diálogos, monólogos que não deixaram ninguém indiferente.
À tarde, riu-se e chorou-se. «A paragem?», do Grupo de Teatro da Apel, orientado pela docente Graça Garcês, demonstrou que se pode esperar sem desesperar e fez-nos refletir sobre os nossos “pequenos dramas”. A Oficina de Teatro Corpus, por sua vez, fez uma sátira aos costumes desta sociedade enviesada através da sua habitual nota de humor… «Hostel – a vida é bela…», um original do grupo.
Seguidamente, o grupo de teatro da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz estreou-se no Festival com «Romeu e Julieta do Século XXI», tendo feito vibrar o público com atores cantores e dançarinos de “disco”. Por fim, O Bartolomeu revelou o seu talento com «A que horas passará o autocarro?», de Luís Gonçalves, em que pequenos grandes atores divertiram e fizeram, também, autoavaliar-se cada estudante, ou não, do público.
O Festival termina amanhã, com as participações do Núcleo do Sol, da Ponta do Sol, do clube de teatro do Porto Santo e com o Teatro Bolo do Caco, a par do tradicional encerramento e respetiva entrega de prémios.