Carlos Pereira elogiou no parlamento nacional a política financeira do Governo de Costa

O deputado socialista madeirense na Assembleia da República, Carlos Pereira, vice-presidente da bancada do PS no parlamento nacional, referiu ontem, durante a interpelação do PCP ao Governo Regional sobre “Política centrada nas necessidades de investimento nos serviços públicos”, que a concepção que defende do investimento público é a de um “investimento produtivo, que puxa pelo investimento privado, que gera confiança e que contribui para uma boa oferta pública de infraestruturas e de serviços públicos”.

Segundo o socialista eleito pela Madeira, existe uma fronteira “muito clara” entre as opções do actual Governo e do anterior Executivo de direita em matéria de investimento público: “Enquanto o PS tem concretizado o apoio ao investimento privado e o reforço do investimento público, PSD e CDS travaram a fundo o investimento público e, pior que isso, não foram capazes de criar condições para a estabilidade no investimento privado”.

“Além disso, desinvestiram em sectores absolutamente relevantes para o bem-estar dos cidadãos por razões obsessivamente financeiras de geração de receitas, no quadro das privatizações, superiores às solicitadas pela própria troika”, denunciou.

Carlos Pereira deu alguns exemplos dos bons resultados provenientes do “grande esforço no reforço do investimento público”, como a aprovação do “maior investimento da década, no valor de 400 milhões de euros, na ferrovia”; o investimento no alargamento dos metros de Lisboa e do Porto, devendo começar as obras em 2019; e ainda o investimento na Soflusa.

“De resto, não deve existir qualquer dúvida de que o principal investimento público efectuado pelo Governo do PS foi a reestruturação do sistema financeiro português, com particular atenção à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos”, frisou.

O deputado madeirense acusou ainda a direita de “incapacidade em preparar o Portugal 2020 para uma rápida implementação de projectos”. “No fundo, este Governo encontrou o programa Portugal 2020 completamente no chão, em bruto”, revelou. Carlos Pereira lembrou que os fundos europeus são um importante financiamento num “país com poucos recursos”.

No entanto, o Executivo “arregaçou as mangas e, no final do terceiro trimestre de 2017, já há mais de 56% de aprovações no Portugal 2020”, congratulou-se.