Alfândega lava mais branco e danifica cantaria

Foto Paulo Brito.

O FN já alertou para o problema mas, como é típico, as soluções tardam em aparecer. Na Avenida do Mar, junto ao emblemático edifício da Alfândega do Funchal, as cantarias degradam-se por força dos produtos ácidos utilizados diariamente para a limpeza das mesmas. Tudo porque os sem abrigo fazem deste recanto um verdadeiro “urinol” público, para além de também ali pernoitarem.

A cantaria cinzenta, ou rija, como diz o povo, é sensível aos produtos corrosivos, como as lixívias e outros produtos de limpeza que, quando não usados corretamente ou em excesso, provocam danos irreparáveis na pedra. A imagem que o FN publica dá conta desse inevitável desgaste, verificando-se já a tonalidade esbranquiçada da pedra.

Não se percebe como quem tem responsabilidades na manutenção do património não recorre aos produtos especificamente já disponíveis no mercado para a limpeza deste tipo de cantaria. Ou então, avance com uma solução mais estruturante, de evitar que os sem abrigo procurem diariamente essa espécie de “alojamento local”.

 

 


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