Nós, Cidadãos!, questionam Jorge Carvalho sobre novos auxiliares e condições nas escolas da RAM

O partido “Nós, Cidadãos!” veio hoje perguntar pelo número de novos auxiliares que chegarão às escolas da Região Autónoma da Madeira. Segundo refere esta força política, esta semana o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, veio anunciar para 2018 – muito provavelmente, para o tempo remanescente do seu mandato – um
conjunto de “novos desafios” para o sector da Educação na Região.
O Nós, Cidadãos! responde lembrando a Jorge Carvalho que os desafios (promessas e compromissos) agora enumerados não são novidade nem uma qualquer inovação/originalidade para os professores que trabalham na RAM, alunos e pais/encarregados de educação.

“Desde 2015 que o Governo Regional, e em particular a Secretaria da Educação, promete (e garante) a todos os intervenientes na Educação, ‘novas políticas’, medidas e mais recursos financeiros e humanos para as escolas de modo a que elas possam suprimir um conjunto de carências/necessidades que têm, e a aumentarem o rendimento e sucesso educativo das crianças e alunos”, refere o partido. Que continua, dirigindo-se a Jorge Carvalho, diz-lhe que “para além da contínua carência de materiais/meios (tecnológicos, informáticos, audiovisuais, nos laboratórios, etc.) para o apoio imprescindível às actividades lectivas no século XXI, as escolas regionais, infelizmente, persistem com problemas como o abatimento de tectos, infiltrações de água em diversos pontos, vidros de janelas partidos, pisos/pavimentos destruídos/esburacados pelo uso, portas e armários empenados, paredes riscadas pelos
alunos e deterioradas pelo tempo, elevadores que não funcionam, portas de salas de aula com fechaduras que já não operam, quadros negros onde já não é possível escrever, iluminação deficiente e energeticamente pouco ou nada eficiente, secretárias e cadeiras de alunos e professores totalmente danificadas pelo uso e tempo, estrados que ameaçam ruir a qualquer instante, etc.”. Tudo situações que aguardam há anos por uma solução.

Já sobre a carência de auxiliares operacionais, os antigos contínuos, o “Nós, Cidadãos!” considera que fazem muita falta e que o Governo Regional não supriu as carências existentes. Estes profissionais, diz, zelam pela segurança e bom comportamento das crianças/alunos, mas também asseguram a limpeza das salas de aula e outras zonas das escolas; ajudam, por exemplo, as crianças mais novas a comer, recebem-nos ao portão da escola, acompanham-nas no recreio e auxiliam-nas, igualmente, a superar um conjunto de desafios enquanto crescem e são preparados para novas etapas nas suas vidas”.

O Nós, Cidadãos!, questiona ainda qual o número de novos auxiliares que chegarão às escolas, e se o mesmo dará resposta suficiente ao “vazio de soluções de três anos de governação da actual tutela”.
“Por último, e para aumentar o número de funcionários nas escolas, recentemente o Ministério da Educação alterou a portaria dos rácios que define quantos auxiliares cada instituição deve ter considerando como variáveis o número de alunos ou a dimensão da escola. Ora, Nós, Cidadãos! perguntamos também quantas escolas na região cumprem a actual legislação em vigor?”