CMF diz que primeiro contrato assinado do IFRRU 2020 é do Funchal

A Câmara Municipal do Funchal referiu hoje ter sido informada pela Comissão Dirctiva do IFRRU 2020 que o primeiro contrato de financiamento assinado a nível nacional, no âmbito do programa, diz respeito a um projecto no Funchal. O contrato foi assinado esta semana pelo Banco Santander Totta, por parte de um empresário em nome individual, para fins de alojamento local, representando um investimento de 645 mil euros, cujo financiamento em condições vantajosas ascende a 539 mil euros. A Comissão Directiva agradeceu, assim, “todo o empenho da autarquia na divulgação das oportunidades de financiamento do IFRRU 2020 e toda a vossa colaboração enquanto pontos focais do programa na capital da Região Autónoma da Madeira.” O edil funchalense, Paulo Cafôfo, manifestou, por sua vez, “a grande satisfação com que recebemos esta notícia, que dá ainda mais motivação a toda a equipa camarária envolvida para continuar a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, de forma a que os restantes processos tenham igual desfecho. A Reabilitação Urbana é o desafio da década para o Funchal e queremos que a economia local e a cidade continuem a desenvolver-se com ela”, disse.
O Teatro Municipal Baltazar Dias acolheu, no passado mês de Dezembro, uma sessão de esclarecimento a respeito do IFRRU 2020, o Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas, promovido pela Comissão Europeia, em parceria com o Banco Europeu de Investimento e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa. A sessão foi organizada pela Câmara Municipal do Funchal, em parceria com o banco Santander Totta, e encheu o foyer do Teatro.
Paulo Cafôfo enfatizou que “nos últimos quatro anos, a CMF criou condições favoráveis para a Reabilitação Urbana no concelho, não apenas com projectos de regeneração do espaço urbano, mas igualmente através de um enquadramento legal e de múltiplos incentivos fiscais para que os privados pudessem também reabilitar os seus edifícios. É disso exemplo maior a criação da primeira Área de Reabilitação Urbana (ARU) de sempre na Madeira, que permite, entre outros aspectos, que os munícipes do Funchal se possam agora candidatar a apoios financeiros muito vantajosos para reabilitar os seus edifícios, como é o caso do IFRRU 2020.”
O presidente acrescenta que, através do Programa CidadeComVida, que despoletou a ARU em 2014, “temos, neste momento, 75 edifícios já reabilitados, ou em processo de reabilitação, pelo que esta é já claramente uma realidade com provas dadas no Funchal. No âmbito do IFRRU, as candidaturas abriram há cerca de dois meses, mas já tivemos 85 pedidos de informação e, até este momento, deram entrada na CMF 15 pedidos de parecer prévio, quase todos já avaliados e com seguimento dado.” Para orientar todos os possíveis investidores, a edilidade já desenvolveu, inclusive, “um site próprio sobre esta temática, sendo um dos poucos municípios do país a fazê-lo, numa aposta que é naturalmente complementada pelos serviços do Balcão do Investidor, que são já uma referência em termos de serviços municipais.” O site da CMF, para efeitos do IFRRU 2020, pode ser consultado em http://ifrru2020-funchal.cm-funchal.pt/ ,refere um comunicado.
O IFRRU 2020 é um instrumento financeiro destinado a apoiar investimentos em reabilitação urbana, para fins comerciais ou particulares, que reúne diversas fontes de financiamento como fundos europeus e fundos da banca comercial, com condições mais favoráveis de taxa de juro e prazos. Cabe, neste caso, aos Municípios intermediar o processo, emitindo pareceres de enquadramento para os diferentes projectos, que são fundamentais, e apoiando os subsequentes processos de licenciamento, o que, no Funchal, passa mais uma vez pelo Balcão do Investidor. Além disso, o financiamento incide em intervenções que tenham lugar especificamente nas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), que são delimitadas pelos Municípios, e esse é um trabalho que o Funchal já começou a fazer em 2014, quando criou a primeira ARU da Região, abrangendo os núcleos históricos de Santa Maria Maior, Sé, São Pedro e Santa Luzia. Paulo Cafôfo refere, por fim, que “a Câmara Municipal do Funchal está já a trabalhar na criação de novas ARUs no concelho, incluindo fora do centro da cidade, o que irá multiplicar as perspectivas para os nossos investidores em Reabilitação Urbana, no futuro próximo.”​