

Rui Marote (texto e fotos)
Estamos a menos de três horas da estreia de um novo sistema de abastecimento de gás natural no porto do Funchal, tendo como navio de cruzeiros a abastecer o AIDAprima, que há bem pouco tempo fez a sua entrada inaugural na Região. O sistema representa um passo em frente em termos das energias limpas e o porto do Funchal é o único porto nacional a prestar esse serviço, sendo mesmo um dos poucos em termos internacionais. O problema é que a plataforma, pela reduzida largura, tem limitações que por vezes dão origens a diferendos, como aquele que ocorreu esta manhã, se for mesmo para aplicar as normas de segurança internacionai, recordando-se que os respopnsáveis pela estrutura portuária consultaram cerca de quinze peritos de nível mundial para a montagem de toda esta operação.

De facto, hoje de manhã, os taxistas foram impedidos de entrar para o seu espaço habitual, uma vez que, no limite da para de táxis foi colocado o carro de abastecimento de combustível, preparando a operação desta tarde. O tanque de abastecimento ficou entre a vedação e o AIDAprima, sendo colocadas fitas de isolamento de área como forma de garantir a segurança, fazendo com que os passageiros fossem forçados a passar pelo lado da estrada, bem como os taxistas ficaram limitados a cinco carros, ficando os restantes a aguardar a vez no parque de estacionamento do Lobo Marinho.



Esta situação provocou momentos de tensão e o o responsável pela APRAM teve que intervir para acalmar os ânimos e solucionar, da forma possível, esta situação. O porto, devido à exiguidade e à pouca frequência destas operações, uma vez que apenas o AIDAprima abastece a Gás Natural na Região (os restantes apenas limitam-se a receber água e deitar fora o lixo), revela-se com poucas condições para dar a resposta que porventura estas operações exigiriam. E neste particular do abastecimento de gás natural, por motivos que se prendem com ma segurança, as reações são mais visíveis. O porto é, por isso, cada vez mais penalizado, sendo mesmo de recordar, neste momento, a polémica à volta da pretensão de instalar, em tempos, um espaço para gás na Praça do Mar, hoje Cristiano Ronaldo, onde os navios AIDA ameaçaram não atracar no Cais Norte.
É preciso termos um porto moderno e sermos modernos no porto. Mas se queremos em grande, o trabalho e a preparação deve ser em grande. Somos complicados, vamos do oito ao oitenta, umas vezes queremos porto VIP, outras ficamos ao nível do Mali ou do Togo.
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