Albuquerque garante prioridade para o hospital e acusa Lisboa de preparar assalto ao poder na Região

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Miguel Albuquerque garante que o novo hospital da Madeira é uma prioridade para o Governo Regional.

Miguel Albuquerque disse hoje, no âmbito de uma ação, no Hospital Dr. Nélio Mendonça, em que se assumiu como dador periódico de sangue, que “há uma agenda política partidária que tem como prioridade a tomada de poder na Madeira, no sentido de tentar, em 2019, o assalto ao poder. Não vamos permitir isso, os interesses da Região estão em primeiro lugar”. Tudo porque não avançam os 50% prometidos para o novo hospital.

Visivelmente agastado com Lisboa, o presidente do Governo Regional deixou bem claro que “o novo Hospital da Madeira é uma prioridade para o Governo Regional. Temos todas as condições para lançar o concurso no próximo ano. E neste momento, o que há é uma omissão por parte do Governo da República na inscrição das verbas que deveriam estar no Orçamento de Estado para 2018. Não há qualquer distração, esperamos que o Governo cumpra a sua palavra, uma vez que o primeiro ministro garantiu, em março, os 50% do novo hospital.. Os madeirenses estão a ser discriminados. Não há dinheiro para o hospital da Madeira, mas há 25 milhões inscritos para a construção do Hospital do Seixal, Lisboa Oriental e Hospital de Évora, que nem tem projeto”.

Para o chefe do executivo madeirense “o Serviço Regional de Saúde funciona bem. Vamos continuar a fazer um reforço orçamental  no sentido de dotar o serviço das condições necessárias, vamos continuar a fazer um forte investimento nesta área e o secretário da Saúde tem feito todas as diligências para não haver faltas periódicas de alguns medicamentos, através da via verde do medicamento.

Miguel Albuquer sangue
“Não há dinheiro para o hospital da Madeira, mas há 25 milhões inscritos para a construção do Hospital do Seixal, Lisboa Oriental e Hospital de Évora, que nem tem projeto”, diz o presidente do Governo.

O presidente do Governo Regional quer, ainda, resolver problemas de dívidas do Estado à Região, designadamente nos subsistemas, que já vão em 17 milhões de euros. É preciso lembrar que o Serviço Regional de Saúde é pago com os impostos dos madeirenses. E o que é inadmissível é que os madeirenses prestem um serviço no âmbito dos subsistemas de saúde, que são exercícios de soberania, sem que o Serviço Regional seja ressarcido dessa mesma prestação.

Relativamente à iniciativa de hoje, o presidente do Governo pretendeu, com esta decisão de ser dador periódico de sangue, dar o exemplo aos madeirenses, numa atitude que visa sensibilizar as pessoas para uma ação altruista.  “É preciso darmos o exemplo, quis vir dar sangue e relevar o papel da Associação de Dadores na Região, assegurando o stock de sangue, numa missão que é importante ser reconhecida pelos cidadãos, enaltecendo aqueles que de uma forma altruista e dedicada, vêm dar sangue”.