Denúncias de pressões a alunos da Escola de Hotelaria e há menores que trabalham até à meia noite

Escola Hoteleira
A Força de Estudantes da Madeira denuncia pressões na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira.

A denúncia tem contornos complexos e visam a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira. A Associação “Força de Estudantes da Madeira” emitiu há pouco um comunicado dando conta de uma situação verificada naquela escola, com alunos pressionados e muitos, menores, que trabalham até à meia noite, não têm transporte, assumem o pagamento do passe e são reembolsados semanas depois.

A nota refere que “atualmente todos os alunos das 17 turmas desta escola têm 503 horas de Formação de Contexto e Trabalho (estágio) que terão de ser cumpridas obrigatoriamente, nas quais serão realizadas em vários hotéis da região durante os meses de junho, julho e agosto, de forma precária. No ano letivo passado, foi-lhes exigido que efetuassem 60 dessas 503 horas na Escola de Hotelaria ao longo do ano escolar e que as cumprissem em fins de semana, férias de Natal e Páscoa, algo que levou alguns a trabalhar até no próprio dia de natal e na passagem de ano”.

A FEM descreve ainda que “neste novo ano letivo, os alunos estão a ser pressionados para assinar um comprovativo como estão de acordo em realizar 60 horas”, referindo que “estas sessenta horas não serão contabilizadas na Formação de Contexto e Trabalho o que levará, ao contrário do ano letivo passado, aos alunos a terem de ficar o verão inteiro em estágio mesmo já tendo realizado parte do mesmo. Os próprios alunos chegaram a receber ameaças que se não cumprissem estas 60 horas “opcionais” perderiam o direito de escolha do local de estágio e que seriam prejudicados nas avaliações escolares”.

A maior parte dos alunos que são sujeitos a situações como estas relatadas pela “Força de Estudantes”, diz o comunicado, “são menores de idade, trabalham até à meia noite, têm dificuldade no transporte para casa e no dia a seguir começam as aulas às 08h da manhã. Além do mais, estes alunos são forçados ao pagamento do passe escolar do próprio bolso e o reembolso por parte da escola  que chega a demorar várias semanas”.