Ora, estamos em crer que as empregadas não se sujeitariam de livre vontade a este vai-vem à moda da escravatura de antigamente, se não tivessem ordem para tal. Prefeririam, certamente, encher os recipientes com uma mangueira do próprio estabelecimento. E merecem a nossa solidariedade neste caso. Pensamos que quem as manda fazer é quem quer poupar mais umas moedas. O dito Café, perguntamos, está autorizado pelos serviços camarários a utilizar a água da rede pública? Esperamos que a Câmara Municipal do Funchal, que cobra, e bem, a todos os munícipes a água que consomem, coloque um ponto final neste episódio.
Lembramos que um grande clube desta cidade, há cerca de três anos foi apanhado em flagrante, regando o seu estádio com a água de uma boca de incêndio. Tudo isto pela calada da noite e que foi notícia na imprensa da Região, decorrendo um processo que com certeza ficará na gaveta para os anais da história…
Ora, terminamos com uma citação bíblica, como é do nosso gosto: “O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade”. Efésios 4:28
E não esqueçamos o grande poeta Luís de Camões, que também este rocambolesco episódio nos lembra:
“Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura;
Vai formosa e não segura”
Ou então, já que o povo pode ter dificuldades na interpretação do poeta, porque não este tema interpretado pela cantora Kátia Ribeiro:
“A mariquinhas vai à fonte e não demora
Que a Lua conta seus segredos ao luar
Leva na anca sua bilha cor de amora
E duas tranças de cabelo a saltitar”.
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