Deputada lembra ao ministro falta de verbas para o novo Hospital mas Centeno não compreende necessidade para 2018

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Rubina Berardo questionou Mário Centeno sobre compromissos assumidos com a Madeira e omitidos no Orçamento de Estado.

A deputada do PSD/Madeira à Assembleia da República, Rubina Berardo, lembrou hoje ao Ministro das Finanças, os compromissos que o Governo da República assumiu publicamente com a Madeira e que “foram completamente omitidos na proposta de Orçamento de Estado para 2018.” As respostas de Mário Centeno ou foram negativas ou foram evasivas. Nem hospital nem venezuela.

Rubina Berardo destacou três dossiers: a redução da taxa de juro do empréstimo do Estado à Madeira, o financiamento do Novo Hospital e o apoio aos emigrantes da Venezuela que regressam à Região.

“A Madeira não pode continuar a servir somente para proferir bonitas declarações de solidariedade nacional, que depois não são concretizadas no Orçamento de Estado”, disse a deputada social-democrata após a audição ao Ministro das Finanças, Mário Centeno, no âmbito da apreciação na generalidade do Orçamento de Estado para 2018, que decorreu hoje na Assembleia da República.

Pela resposta “telegráfica” do Ministro das Finanças, ficou patente a “incompreensão” da necessidade de financiamento já em 2018, para fazer face a 50% dos custos das expropriações e projetos necessários ao processo do novo hospital da Madeira, alertou Rubina Berardo.

Relativamente à redução da taxa de juro do empréstimo da República à RAM, o Ministro das Finanças referiu que tal seria “objeto de conversas de negociação”.

Lembrando que a promessa de António Costa na redução da taxa de juro já remonta a 2015, Rubina Berardo estranha que o Ministro das Finanças possa “considerar satisfatória que a taxa de juro cobrada à RAM continue a ser mais elevada do que aquela que a República paga aos credores internacionais”.

“Este é o terceiro orçamento de Estado em que o governo socialista ignora esta medida da mais elementar justiça, uma vez que continua a não ser materializada em sede própria – seja no orçamento de 2016, seja de 2017 e agora nesta proposta para 2018”, lamentou.

No que diz respeito à ausência de quaisquer verbas da República para apoiar os emigrantes da Venezuela que regressam à Madeira, o Ministro das Finanças “nem se pronunciou”.