Arlindo Oliveira solidariza-se com Carlos Pereira face a “nuvens negras” que se adensam sobre o futuro do PS/M

Foto facebook.

Arlindo Oliveira já teve um papel preponderante no PS-Madeira. Foi deputado e dirigente durante vários anos e não gosta do que se está a passar, atualmente, no universo socialista regional.

Daí o ‘post’ colocado há pouco no facebook do seguinte teor:

“Nuvens negras adensam-se sobre o futuro do PS/M depois da grande vitória das Autárquicas a nível Nacional e Regional!!!!
Depois de Carlos Pereira, após muito esforço, iniciar uma caminhada de credibilizacão do nosso partido na RAM, após o início da sua liderança, votada em Congresso, com resultados visíveis nestas recentes eleições autárquicas, eis que, aqueles que nunca lhe perdoaram o êxito, tudo fizeram para que o Congresso anunciado antes das autárquicas fosse adiado, com o argumento de que tais movimentações criariam perturbações indesejáveis, antes das eleições, que entretanto se avizinhavam, numa estratégia clara de concretizar ambições pessoais, em período que lhes fosse mais favorável.
Carlos Pereira fez o diagnóstico político e especialmente económico – financeiro da Região resultante da governação PSD, através da publicação de um livro corajoso, onde sem papas na língua e sem condescendência de espécie alguma traçou a verdadeira realidade catastrófica, em que a RAM se encontrava e ainda se encontra, devido ao descalabro das contas públicas, levadas a cabo especialmente por AJJ, cuja evolução na continuidade se perpetuou, com a aliança de Miguel Albuquerque com Pedro Passos Coelho, de triste memória, deixando a Autonomia amordaçada e a economia da Madeira suspensa, sem recuperação à vista e sem esperanças de tal, sem que uma verdadeira alternativa se concretize. Sim essa alternativa só Carlos Pereira está em condições de levar a cabo, com o seu árduo trabalho, persistência e sobretudo paciência, em relação aos seus opositores internos, que nunca lhe deram tréguas, associados a alguns presumíveis messias que esperam a hora, que julgam acertada, para tomarem de assalto o poder sem terem de passar pelo partido, que no fundo renegam, mas que não dispensam o seu apoio no momento que lhes convém.
Não posso deixar de manifestar a minha solidariedade com Carlos Pereira e com todos os militantes que com ele se revêm num projeto em devido tempo sufragado e que está a fazer caminho e cujo objetivo é concretizar-se nas próximas legislativas, sem contudo deixar de respeitar e até incentivar todos aqueles que sendo socialistas entendem seu dever candidatar-se à liderança do PS/M, porque no seu íntimo se sentem com capacidades políticas próprias de disputar a liderança e ganharem as próximas legislativas.
Faço também aqui apelo à unidade do PS/M e faço também votos claros que a Autonomia estatutária do PS/M seja respeitada, por quem de direito e que os erros cometidos no passado recente, por quem tinha o dever primeiro de o respeitar, não se repitam direta ou indiretamente.
Perdoem-me todos os socialistas e não só, mas até na qualidade de cidadão, tenho o direito e o dever à indignação por pressentir as nuvens se adensarem, quando pelo contrário, as condições políticas resultantes do recente ato eleitoral tudo apontavam para uma lógica de desanuviamento e consequente clarificação. Por agora é tudo e preferiria não voltar ao assunto se a tal não me obrigarem!!!!”