Nova iniciativa “Dar a ver” amanhã na igreja e convento de Santa Clara

O novo evento “Dar a Ver, uma iniciativa da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, através da Direcção Regional da Cultura,realiza-se amanhã, dia 30 de Setembro, pelas 11 horas: trata-se de uma visita guiada à Igreja e Convento de Santa Clara, conduzida por Rita Rodrigues.

Esta visita ao Convento de Santa Clara do Funchal, primeiro mosteiro feminino construído na ilha da Madeira, sob a égide do segundo Capitão donatário, João Gonçalves da Câmara, junto à igreja de Nossa Senhora da Conceição de Cima que fora mandada edificar pelo seu pai, João Gonçalves Zarco, centrar-se-á, informa uma nota da SRETC, no património imóvel, móvel integrado e móvel, com leituras sobre a arquitectura, escultura, talha, pintura, azulejaria e ourivesaria.

A Igreja e o Convento de Santa Clara possuem um significativo espólio artístico que abarca diferentes linguagens e gramáticas estilísticas que vão desde a sua fundação até ao século XX.

Conforme refere o GR, é possível observarmos testemunhos do século XV, como é o portal da igreja, aproveitado da antiga capela de Nossa Senhora da Conceição de Cima, ainda do tempo de João Gonçalves Zarco, e o túmulo gótico de Martim Mendes de Vasconcelos, no interior da igreja.

No coro alto, subsistem testemunhos do século XV e XVI como são os azulejos hispano-mouriscos cujas características identificam produção sevilhana, que cobrem o chão; um cadeiral; o teto mudéjar; uma pintura a óleo sobre tábua, Assunção e Coroação da Virgem, atribuída ao pintor Fernão Gomes. Mais tardios, já do século XVII, são os azulejos que revestem as paredes, azuis e brancos, pseudo-enxaquetados; e uma escultura de Nossa Senhora da Assunção, de inícios do XVII, no altar desta invocação; para além de várias imagens de interesse artístico.

No coro baixo, são também do século XVI os azulejos hispano-mouriscos, que cobrem o pavimento; um retábulo misto, composto por uma escultura em madeira e uma pintura sobre tábua, alusivo ao tema do Calvário; e um altar da invocação de S. António. Já dos séculos XVII e XVIII, são as várias pinturas de oficinas regionais e um cadeiral do século XVIII, sublinha o comunicado.

Já na capela de S. Gonçalo de Amarante, observam-se no pavimento azulejos de técnica pisana, do século XVI, e nas paredes azulejos de padrões-polícromos já seiscentistas, como um retábulo (talha e pintura) também do século XVII.

No claustro pode-se visitar várias capelas e altares dignificadas com várias obras de pintura e azulejaria de várias linguagens estilísticas.

Na Igreja do Convento destacam-se o sacrário, em prata, do século XVII, os azulejos que cobrem as paredes, o teto pintado, várias pinturas a óleo sobre tela, e o órgão.

Este projecto tem por base a divulgação do património artístico existente no arquipélago da Madeira, em diálogo com obras nacionais e internacionais.