
A secretaria regional da Economia, Turismo e Cultura deu conta, hoje, de que “está em curso uma das operações mais complexas em termos logísticos relativas ao Projeto da Ampliação do Aproveitamento Hidroeléctrico da Calheta e que corresponde ao transporte e chegada da tubagem necessária à instalação da conduta forçada”.
Na nota, revela que a operação logística foi hoje evidente, com a chegada à Madeira, pelas 07:30 horas, do navio Anja C ao Porto do Caniçal, totalmente dedicado ao transporte destes equipamentos, anunciando que “o grande volume de carga transportada faz prever uma duração de três dias para a respetiva descarga”.
A mesma informação revela que “o navio saiu no passado domingo do porto de Almeria – Espanha e tem 110m de comprimento. Transporta a conduta no porão e convés, num conjunto de 354 peças que vão dos 2 até aos 13,5m de comprimento, com diâmetros de Æ1,000 a Æ1,400m e espessuras que vão dos 8.8 aos 19,5mm. A conduta é feita em aço carbono de qualidades de resistência elevada (S275 e API 5L-X70) pesando no seu total cerca de 1500 toneladas”.
A descarga será realizada durante a presente semana, no Porto do Caniçal, sendo que posteriormente os materiais serão conduzidos para estaleiros e locais de aplicação, numa operação logística exigente.
Este material, depois de devidamente instalado, constituirá a conduta forçada elevatória, que ligará a Albufeira do Pico da Urze à nova Central Hidroeléctrica da Calheta – Calheta III e à Estação Elevatória da Calheta, com uma conduta com cerca de 3,5 Km de comprimento.
Numa informação mais técnica, a secretaria refere que “a sua função de conduta forçada, transportará um caudal de 5m3/s e estima-se que permitirá, num ano médio em termos de pluviosidade, a produção anual de 15GWh. Já na sua função de conduta elevatória, elevará um caudal de 2,5m/s – utilizando energias em horas de consumos mínimos – permitindo a produção anual de mais 11Ghw. Esta função de conduta elevatória potenciará, ainda, o crescimento do parque eólico na RAM e uma melhor exploração do existente, permitindo adicionar, às atrás referidas, uma produção anual de 61 GWh.”
Trata-se, assim, de um empreendimento que possibilitará um crescimento da produção de electricidade, através de fontes renováveis, na ordem dos 10%, passando dos actuais 29,7% para os estimados 38,9%.
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