Porto Santo com mercado de frescos e negociações para descentralizar o Pingo Doce e acabar com “imagem de caos”

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A Câmara do Porto Santo já está em negociações com o Pingo Doce para descentralizar os serviços daquele supermercado. Como está agora, é “terceiromundista e um caos”. Foto Rui Marote

A reabilitação urbana é um dos pontos que o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Menezes de Oliveira, faz questão de apontar como determinante se vier a merecer a confiança do eleitorado nesta sua candidatura à reeleição pelo PS. O plano será articulado com o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e está direcionado para a recuperação dos prédios devolutos. O objetivo “é tornar o centro mais atrativo, mais cuidado, com benefícios para os proprietários no acesso ao crédito e na carga fiscal”.

Olha para as possibilidade de um novo mandato como uma oportunidade para desenvolver os projetos que tem em perspetiva. O Mercado de frescos é um deles. Quer acabar com as barracas. Lembra que “numa ilha rica em legumes, frutas e peixe é inconcebível não ter um espaço à semelhança das suas tradições e costumes. É uma das obras que pretendo concretizar, na Rua João Gonçalves Zarco ou nuns terrenos atrás da Capitania”. Pretende construir uma praça “digna para a ilha”, provavelmente onde está hoje a praça de táxis.

Retirar o Pingo Doce para zona digna e acabar com o caos

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Menezes de Oliveira quer acabar com as barracas e construir um Mercado de Frescos, nesta área, respondendo às tradições e costumes da ilha. Foto Rui Marote

Além disso, considera a atual zona onde se encontra o supermercado Pingo Doce própria de “terceiro mundo, um caos no trânsito”. Por isso, anuncia estar “em negociações com a empresa no sentido de descentralizar os serviços, colocando-os numa zona onde possamos ter estacionamentos condignos e uma área de postos de conveniência, de abastecimento, com lavagem de carros”.

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Na zona onde está a praça de táxis, Menezes de Oliveira pretende construir uma praça que dê uma imagem renovada ao espaço. Foto Rui Marote

Menezes de Oliveira considera importante que “numa ilha como esta, que pretender afirmar-se com qualidade, não pode dispor de serviços naquelas condições, com o estado caótico que provoca no trânsito, mais ou menos tudo ao molho e fé em Deus como se diz popularmente”.

O autarca reconhece, por outro lado, a necessidade de melhorar os espaços verdes. Diz não ter nem mão de obra nem máquinas que permitam intervir. “Como podemos responder às necessidades se não temos orçamento aprovado nem dinheiro disponível para isso”.