PDR pergunta a Pedro Coelho se salvaguardou emprego dos jovens de Câmara de Lobos nas novas unidades hoteleiras

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Dinis Teles, candidato do PDR por Câmara de Lobos dirige-se aos jovens: “Por ser jovem, quero falar-lhes sobre a importância de participarem”. Foto Rui Marote

Câmara de Lobos é um dos poucos concelhos onde o Partido Democrático Republicano (PDR) concorre. Dinis Teles dá a cara pela candidatura à Câmara Municipal, mas a sua participação na vida política ativa daquele partido não é de agora, já reúne alguma experiência político-partidária, assumindo este desafio depois de ser o presidente da concelhia.

Natural de Câmara de Lobos, onde cresceu e onde vive, sente que as suas raízes dão-lhe conhecimentos sobre os problemas da população. É filho do presidente do clube “Os Xavelhas”, Luís Teles, diz que a família sempre teve “uma estima muito grande por Câmara de Lobos”, sendo que esta candidatura não é mais do que a tradução, na prática, dessa vontade de “contribuir para o desenvolvimento do futuro deste concelho”.

PDR quer ser “a voz dos que têm medo”

O candidato quer ser “a voz da revolta em Câmara de Lobos, a voz daqueles que têm medo de falar. Aceitei para dar voz a essa gente”. Não o incomoda quando se fala em partidos ditos “pequenos”, uma vez que tem a consciência que “são os pequenos partidos que dizem o que os outros têm medo ou não podem dizer. É com esse espírito que estou aqui e é assim que quero dirigir-me à população”.

A sua voz, já dando exemplos, deverá “levantar-se” na componente social. “Nasci num bairro social e foi nesse contexto habitacional que vivi até aos meus 27 anos. Viver num bairro social significa ser esquecido, foi assim ao longo dos anos, só éramos lembrados de tempos a tempos, normalmente por altura das eleições. Veja que o atual presidente foi ao Ribeiro Real prometer um polidesportivo, quando aquela gente vive numa vergonha, sem acesso à baixa de Câmara e Lobos. Lembrou-se do bairro em período eleitoral, mas ao longo de quatro anos nem apareceu”.

Incentivos aos jovens no arrendamento

Mantém o discurso no social para abordar as dificuldades sentidas pelos jovens, em “várias vertentes, mas também no arrendamento”, referindo que “existem muitos jovens que ainda vivem com os pais, em casas com seis, sete e oito adultos. É preciso que a Câmara veja isso e que crie condições de habitação para a juventude, não necessariamente em habitação social, mas apoiando mesmo em arrendamento de casas a privados”.

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O combate do PDR vai no sentido do social, com o desemprego à cabeça. Foto Rui Marote

Além da habitação, o desemprego é outro dos flagelos a atingir, de forma muito particular, os jovens de Câmara de Lobos. Dinis Teles defende que, nesse âmbito, “a autarquia deveria assumir um papel mais interventivo. Repare que serão construídas novas unidades hoteleiras no concelho. E agora eu pergunto ao senhor presidente se nessa negociação salvaguardou uma percentagem de emprego para a população do concelho. Seria uma forma de proteger os jovens de Câmara de Lobos, num momento em que serão criados postos de trabalho”.

Pretende incentivar os jovens a “uma maior envolvência”

Será por aí, pelo desalento de inexistência de políticas consistentes de defesa da juventude, em múltiplos aspetos, que ocorre um outro fenómeno preocupante de participação dos mais novos na vida política?. E nem na hora de votar dizem presente?. Um problema grave para a democracia, mas que ainda não houve solução para estancar? São questões que o candidato do PDR, também ele um jovem, percebe o alcance. Diz que a sua candidatura também teve esse propósito de alertar: “Por ser jovem, quero falar-lhes sobre a importância de participarem. Quero incentiva-los a uma maior envolvência, quem sabe se eles não aproveitam uma porta que se abre para uma maior atividade, para um maior interesse. Às vezes, as pessoas têm receio das suas ideias, pensam que podem ser absurdas. Mas não, todas as ideias são válidas, mesmo que necessitando de ajustamentos. É isso que lhes vou dizer”.

A abstenção é que dá vitória sos partidos do poder

Para Dinis Teles “a abstenção é que dá vitórias aos partidos que estão no poder, pois os que não vão votar são aqueles que não querem votar em quem está no poder. Não é só aqui, é um problema também no País. Talvez seja a forma de fazer política, talvez os partidos não incentivem os jovens a uma maior participação”. Considera que um dos problemas prende-se, também, com o facto dos chamados grandes partidos raramente integrarem nas suas listas candidatos das suas estruturas jovens. As jotas aparecem isoladas, sem oportunidades nos partidos”.

Perspetivando já a campanha, mas ainda em fase de “aquecimento”, diz que a estratégia do PDR vai incidir, como de resto acontece com praticamente todas as forças políticas concorrentes às eleições autárquicas, no contacto direto com as populações, fazendo passar a mensagem com as linhas de orientação que o partido tem para esta luta eleitoral. Falando no social, no turismo “que está no bom caminho mas há falta de um posto de informação no centro e estacionamento para carrinhas”, no desemprego, “questões que também fazem parte das preocupações das pessoas”.

Roteiros marítimos em barco “xavelha”

Já que fala no turismo como um dos aspetos a abordar com o eleitorado, avança com uma proposta que considera de relevo para mostrar aquilo que é a essência de um concelho piscatório. Defende “uma interligação turismo/pesca, envolvendo roteiros marítimos no nosso barco “xavelha”, mostrando uma outra parte de Câmara de Lobos”.