
Não se fala noutra coisa. E outra coisa não seria de esperar. O Monte “acordou” hoje com um “peso” muito grande em cima. A cada passo que dão, as pessoas veem vestígios da tragédia. E até o levantar das barracas da festa, tornou-se quase num pesadelo. Mas tem que ser feito, o mundo avança e, agora, é chorar os mortos, tratar dos vivos.
É este o sentimento que podemos encontrar, hoje, no Monte, no Largo da Fonte mais propriamente. Nos passeios, outrora recantos de encanto, há partes interditas, por segurança, com polícia a controlar e as operações de limpeza ainda a decorrer.
Os turistas passeiam, todos sabem o que se passou, muitos não viram a tragédia, mas têm a sensação, porque é uma coisa que se sente, que há muito pesar por ali, as pessoas falam do que viram, do que souberam, de um familiar, de uma pessoa conhecida da porta ou das proximidades, de de tudo, nos bares e nos restaurantes contam-se histórias e há como que um parar do tempo.
As descidas dos tradicionais carros de cesto não aconteceram hoje. Por respeito aos dias de luto e pelas famílias das vítimas da tragédia que se abateu sobre a freguesia, precisamente no Dia do Monte, precisamente à saída da procissão, precisamente com milhares de pessoas a assistir.
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