Junta da Fajã da Ovelha celebrou 464 anos e presidente do CDS mandou recados ao Governo e à Câmara PSD

Fotos Amílcar Figueira.

A Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha celebrou hoje o seu  464.º Aniversário.

Na cerimónia participaram, entre outros, o presidente da Junta, Gabriel Neto, o presidente da Câmara da Calheta, Carlos Teles e o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, em representação do Governo Regional.

Na intervenção da praxe, Gabriel Neto fez “uma saudação aos fajã-ovelhenses que se encontram fora nomeadamente os da Venezuela que no momento passam dificuldades, estão a sentir o peso da ditadura e também os emigrantes que hoje estão connosco a celebrar mais um aniversário”.

Depois traçou o quadro da freguesia:

“O despovoamento é um flagelo que se tem arrastado ao longo dos anos. A falta de emprego levou muitas famílias para a emigração e hoje como no passado os nossos jovens partem à procura de melhores oportunidades para poderem ter uma vida melhor para si e para os seus. As freguesias não têm meios financeiros e humanos para inverter esta situação que é comum nas zonas rurais”.

Feito o diagnóstico, dirigiu-se a Pedro Ramos lembrando que uma das ambições da população foi e é a pavimentação da Estrada Regional 222, que ainda não cobre toda a extensão da Freguesia. “Os compromissos quando assumidos devem ser cumpridos”, lembrou.

“Na saúde aguardamos que o novo Centro de Saúde da Calheta arranque o mais rápido possível pois também serve a nossa população. Os fajã-ovelhenses não podem ser discriminados por causa da sua opção política e por viverem na periferia do centro do concelho. Este é um sentimento que todos nós sentimos”, desabafou.

Depois dirigiu o recado à autarquia laranja:

“Não basta dar apoio financeiro, é preciso, também, fazer obra: A recuperação da rede de água potável em alguns sítios da freguesia para diminuir perdas e a falta de água nas habitações; construção de caminhos agrícolas onde destaco o do Pico na Maloeira, dois na Raposeira do Lugarinho, Lombada dos Cedros, Lombada dos Marinheiros, entre outros. Criar pequenas centralidades em todos os sítios. Com destaque para as zonas envolventes da Igreja da Raposeira e da Fajã da Ovelha. Não entendemos porque razão a Câmara não avança com a revisão do Plano Director Municipal, uma ferramenta que tem sido um entrave ao investimento na Fajã da Ovelha”, disse.