
A Venezuela prepara-se para a consulta da Constituinte, este domingo, sob fortes protestos da oposição. Sucedem-se as ações de rua, com greves e violência à mistura, resultando já em 7 mortos nos últimos dias, facto que faz com que estas eleições possam comprometer o futuro do País.
Face à onda de desacatos, o governo venezuelano já decretou a proibição de manifestações entre hoje e a próxima terça-feira, alegando razões de segurança para garantir o normal funcionamento do ato eleitoral, que muitos analisam como uma forma de perpetuar Maduro no poder.

Há meses que a Venezuela vive momentos de verdadeiro pânico, razão pela qual instalou-se uma preocupação acrescida na extensa comunidade madeirense ali radicada, que apesar de sempre ter vivido num país onde a delinquência e os assaltos e assassinatos atingem números elevados, nunca passou por momentos desta natureza, com falta de segurança em todo o lado e falta de produtos nos supermercados.
Uma das responsáveis por uma associação que nos últimos tempos têm manifestado alguma atividade na Madeira, a Venexos, garante que os protestos vão continuar, desconhecendo-se se há ou não condições para a realização da votação de domingo. Espera por notícias mais concretas sobre a forma como os acontecimentos vão marcar o dia de hoje, a diferença horária não permite grandes desenvolvimentos neste momento, a horas locais, mas Nataly Pestana está convencida que há situações que ainda poderão inverter-se, não obstante a reduzida informação que sai do país sem ser aquela que é transmitida pelos orgãos de comunicação social.
A admininistração Trump já aconselhou o regresso aos Estados Unidos dos funcionários da embaixada norte-americana na Venezuela, bem como os respetivos familiares, justificando a medida com o facto de, a todo o momento, “a situação mudar rapidamente”, ou seja agravar-se de tal modo que se torne difícil tomar medidas em cima do acontecimento.
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