Leontina Serôdio quer PDM a “mexer” com economia e emprego em Santa Cruz

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A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Santa Cruz é um compromisso prioritário no projeto de candidatura de Leontina Serôdio à Câmara Municipal local.

O PDM encontra-se à espera de ser revisto desde 2014 e a candidata do CDS-PP acredita que o combate ao desemprego e a criação de riqueza económica só será possível com a atualização do PDM, instrumento que classificou de vital para dinamizar os centros históricos e o turismo rural.

Falando este sábado na apresentação dos candidatos aos órgãos autárquicos de Santa Cruz – Câmara, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesias –, Leontina Serôdio manifestou vontade de tornar Santa Cruz um “concelho com qualidade de vida para se viver, passear e visitar”, afirmou.

“Não vamos fazer um Plano à medida de interesses individuais, o novo PDM terá de promover a revitalização económica do concelho e esse trabalho é para ser feito pelos técnicos da Câmara, que conhecem bem o território”, sublinhou a candidata do CDS à autarquia.

A devolução progressiva dos 5% do IRS ao longo do mandato; o ordenamento e gestão ambiental do território, para acabar com os esgotos no mar; o transporte gratuito para as crianças em idade escolar; voltar à rede que no passado permitiu dar mais e melhor qualidade de vida à população idosa, procedendo a um levantamento das necessidades alimentares e de medicamentos, são as principais propostas de Leontina Serôdio.

Com a assinatura de campanha “Tempo de Acreditar”, Leontina Serôdio conseguiu mobilizar para este projeto político um conjunto de pessoas de reconhecida competência e mérito profissional, muitas das quais fazem a sua estreia na política.

Já o presidente do CDS-PP, António Lopes da Fonseca, disse aos presentes que o CDS-Santa Cruz estava a viver um dia histórico: “Há oito anos que não apresentávamos listas próprias, recuperar sigla do nosso partido e a nossa identidade, é um momento de grande alegria.”

As diferentes listas do CDS aos órgãos autárquicos de Santa Cruz integram candidatos independentes, facto que levou o presidente do partido a referir-se à “simpatia” que as pessoas têm revelado pelo partido, tendo agradecido a disponibilidade para fazerem parte do projeto autárquico.

“Convosco, o CDS sai da letargia em que mergulhou durante oito anos e está a renascer em Santa Cruz”, disse. “Acreditamos que vamos crescer muito neste concelho porque temos pessoas capazes e competentes.”

António Lopes da Fonseca voltou a dizer que “na Madeira mandam os madeirenses” e dirigiu atenções para o Funchal, à candidatura de Paulo Cafôfo e ao apoio de António Costa contra a vontade da direção do PS regional: “Os madeirenses não aceitam que venha alguém de Lisboa dizer quem deve ser o candidato autárquico, os madeirenses pensam pela sua cabeça e a prova disso está no CDS, onde os candidatos foram escolhidos de forma livre pelos órgãos regionais e não por vontade de Lisboa contra as estruturas dirigentes na Região”, concluíu.

Candidatos

Câmara Municipal:

Leontina Serôdio
Helena Natércia Abreu Caires
Paulo Jorge Pinto Soares
Bruna Micaela Rodrigues Gonçalves
Lilita Conceição Nóbrega Nascimento
Agostinho de Baptista de Gouveia
Maria Lela Gomes Romão Ferreira da Cunha

Assembleia Municipal:
Pedro Rodolfo de Freitas
Lídia Maria Araújo de Albornoz
Carlos Alberto Nunes Morais

Juntas de Freguesia:

Caniço: Manuel Fernandes Alves dos Santos
Santa Cruz: João Hélder Ribeiro Mendonça
Camacha: Carlos Filipe Nóbrega Miranda
Gaula: Lídia Maria Araújo de Albornoz
Santo António da Serra: Agostinho de Baptista de Gouveia