Crónica Urbana: JM negoceia suplemento religioso com a Diocese

Rui Marote

Não quero acreditar, mas não há fumo sem fogo…  Informaram-me que o “JM ” negoceia presentemente com a Diocese. O “acólito”, ex-aluno do Colégio Missionário e actual director do JM, Agostinho Silva, pretende agora recriar um suplemento religioso semanal ao domingo no matutino. Umas novas “Pedras Vivas” não construídas na rocha, mas na areia.

Muita água vai, certamente, correr na ponte do Bazar do Povo  e na ponte do Mercado, e muita coisa acontecerá entre elas. E já vi de tudo. Não divulgo as minhas fontes de informação, mas hoje, 10 de Junho, Dia de Portugal, recebi esta informação enquanto decorria a cerimónia das condecorações no “Palácio dos Filipes” – São Lourenço. Nem a sauna imposta pelos projectores da RTP-Madeira na cerimónia me desviou a atenção dessa bomba-relógio.

Descaramento!!!  O Jornal da Madeira, anos e anos a ser atacado pelas forças Blandy, que tinham como interlocutores um dos generais que tomou agora de assalto o “JM”, plágio do Jornal da Madeira… Mas foi só atravessar a rua, como naquela canção “A maré está cheia, o barco não anda, eu queria passar, ai ai, para a outra banda…”, para tudo mudar… isto para inglês ver.

Instalados no trono, esquecem o passado recente, fazendo olvidar que estiveram ligados à destruição do órgão noticioso da Diocese e vão de corda ao pescoço, como Egas Moniz, negociar com a mesma. Só que na história de Egas Moniz havia honra em causa. Neste caso não há honra, é mesmo traição e o D. António Carrilho (esperemos) não irá embarcar na oferta envenenada daqueles que exclamavam “não conheço o mestre”.


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