Ireneu Barreto defendeu aposta das empresas na modernização e enalteceu papel do CINM e do Registo de Navios

 

O representante da República, Ireneu Barreto, proferiu hoje uma alocução no âmbito da sessão de encerramento das celebrações do Dia do Empresário Madeirense, promovidas pela ACIF. No mesmo, elogiou o papel desta associação com quase dois séculos de existência, “que tanto tem contribuído para o desenvolvimento desta Região Autónoma”.

Ireneu Barreto reconheceu que “celebrar o empresário, em especial o empresário madeirense, nos dias incertos que correm, é falar de dificuldades e constrangimentos, mas também de desafios e oportunidades”. Considerando que hoje “o panorama é francamente mais animador” do que aquele com que se tiveram de confrontar as anteriores gerações, o representante da República salientou que hoje têm nesta Região a sua sede muitas das empresas nacionais de referência nas mais diversas áreas da actividade económica: “desde a indústria hoteleira à programação de software, da gestão portuária à produção vitivinícola de excelência, da inovação na animação turística à produção piscícola em mar aberto, da construção de estruturas viárias complexas às plataformas de compras públicas”, exemplificou.

Por outro lado, disse, “se é certo que, para o desenvolvimento da nossa Região, foi fundamental o empenho dos poderes públicos, nomeadamente no esforço de modernização infraestrutural, não menos importante se tem revelado o papel dos empresários madeirenses, que têm garantido a criação de postos de trabalho, a animação económica e a geração de riqueza, com todos os reflexos inerentes em termos de receita fiscal e aumento do emprego, fundamentais à qualidade de vida e à felicidade da nossa Comunidade”.

Num mundo de concorrência cada vez mais global, os empresários madeirenses, considerou, têm sabido, com trabalho, superar a distância, “porque as estradas e pontes do empresário madeirense são a sua dinâmica, a sua visão cosmopolita e a sua capacidade de sonhar”. Lembrou nesta passagem o papel dos nossos conterrâneos que levaram o seu espírito empreendedor aos países da diáspora e desenvolvem a sua actividade empresarial no seio das comunidades que os acolheram.

Por conseguinte, considerou “justíssima” a homenagem que a ACIF hoje fez nesta cerimónia.

Por outro lado, entendeu ser preciso manifestar solidariedade com os emigrantes em países que atravessam momentos muito difíceis, “e ter a esperança que estes países consigam encontrar, no quadro das suas instituições, as respostas que garantam a fraternidade entre os membros da sua comunidade, onde se incluem os nossos concidadãos, os quais nunca serão parte do problema, mas poderão ser sempre parte da solução”.

Ireneu Barreto sublinhou ainda que, num mundo que se tornou mais pequeno, num tempo que se tornou mais rápido e veloz, a actividade empresarial, já intrinsecamente dinâmica, acaba por entrar numa vertigem permanente de mudança para a qual todos os agentes económicos têm de estar preparados.

“Os empresários têm, cada vez mais, de procurar antecipar o futuro, de tomar as decisões no tempo certo e de promover nas suas empresas as mudanças que lhes permitam sobreviver e progredir”, defendeu.

O caminho para o sucesso, disse, passa pelo investimento na modernização da oferta da indústria turística, na inevitável internacionalização das nossas empresas, e na diversificação das actividades económicas.

“No Turismo, o inegável sucesso dos números dos últimos anos parece validar como ajustado o rumo traçado. Para a internacionalização da economia, terá decerto contribuição fundamental o reforço dos programas públicos de apoio, bem como instituições em crescimento como o Registo Internacional de Navios e o Centro internacional de Negócios. O Registo Internacional de Navios que, não obstante a persistência de alguns constrangimentos burocráticos que será necessário rever, constitui já hoje o Registo com maior crescimento no espaço da União Europeia, e que vem permitindo aumentar a projecção internacional da Região como destino de “shipping”. Em relação ao Centro Internacional de Negócios, trata-se de uma instituição que dá garantias de transparência, colaboração e rigoroso controlo, com um papel fundamental na geração de receitas fiscais e criação de emprego nesta região ultraperiférica, e que, como tal, urge defender”, declarou.