
Entre o conjunto de preocupações que o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava enumera em final de mandato, a cinco meses das eleições autárquicas e num enquadramento que faz relativamente às obras desenvolvidas pelo Governo e outras que escapam às prioridades, mas cuja relevância exigiria maior atenção, estão três que justificam uma abordagem particular, de tal ordem importante na medida em que têm a ver com a segurança e o turismo.
A canalização da ribeira da Tabua, a norte da ponte, a ligação viária entre esta freguesia e a Ribeira Brava, onde a queda de pedras levou ao seu encerramento, aguardando decisão sobre o que fazer, e o cais em estado de elevada degradação, são motivo de apreensão e que, segundo sentimento vivido entre as gentes locais, deveriam, no seu conjunto, merecer outra atenção por parte das entidades responsáveis.
Motivo de atração turística negativa

“A Ribeira Brava tem um cais do pós-guerra”, desabafa Ricardo Nascimento para expressar o que lhe vai na alma quanto a um espaço que, mesmo assim, como está, é motivo de atração para o turismo que todos os dias chega à Ribeira Brava. Atração negativa, claro está. Porque está fechado ao trânsito automóvel, mas aberto à circulação de pessoas. E quem lá vai, são muitos, acreditem, e só não ficam surpreendidos com o que veem até chegar lá. Muito mau mesmo. E surpreendente, dada a ligeireza com que o espaço está fechado há anos sem que se dê conta dos prejuízos de imagem que causa a cada um dos visitantes, a maior parte turistas, a quem nem vale a pena perguntar a deceção. Porque está na cara.
Tradição do cais merecia outro tratamento

O presidente da Câmara diz que a tradição do cais merecia outro tratamento, mas também vai dizendo que “o Governo Regional não tem a disponibilidade que queria para todas as obras. O Governo define as suas prioridades, mas é uma pena que um cais, com a tradição que tem, esteja nestas condições”.
Quanto à Estrada que liga a Ribeira Brava à Tabua e que se encontra encerrada pela constante queda de pedras, não parece ter solução à vista. Consolidar a escarpa custa muito e, por isso, não foram dados passos no sentido de encontrar uma solução para movimentar a zona e dar vida àquela parte da frente mar.
Autarca vai mandar fazer estudo atualizado sobre consolidação da escarpa

Ricardo Nascimento diz que “a solução envolve muito dinheiro e lembra que existe um relatório do LREC (Laboratório Regional de Engenharia Civil) alertando para o risco de desabamento em determinadas zonas do percurso da estrada. Tentámos, por via disso, em diálogo com o Governo, que fossem feitas operações de limpeza para que a estrada pudesse ser reaberta, mas havia sempre as questões orçamentais e o Governo optou por não fazer esse investimento”.
Face a esta realidade de impasse, o autarca promete encomendar um estudo – o outro é de 1997 – no sentido de avaliar a escarpa, de fazer um levantamento sobre soluções e respetivos custos, para que possamos decidir, em conformidade, pelo menos tentando dar um caminho para a normalização da zona sem descaraterizar a escarpa. Mais do que eu, ninguém quer ver aquela estrada reaberta, mas é preciso pensar na segurança das pessoas, que deve estar acima de tudo”.
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