UMa é a excepção: há tolerância de ponto por causa da visita do papa a Fátima

Enquanto a decisão do presidente do Governo Regional da Madeira em não aplicar a tolerância de ponto na Região aquando da visita ao santuário de Fátima do papa Francisco continua a causar polémica, a Universidade da Madeira parece ser a excepção à regra. A tolerância de ponto aplica-se para funcionários docentes e não docentes, segundo o FN apurou, conforme dado conhecimento pela UMa através do Despacho nº 20/R/2017. Nele se invoca o Despacho nº 3772/2017 do primeiro-ministro António Costa, publicado a 5 de Maio no Diário da República (2ª série, nº 87), considerando os que labutam naquele estabelecimento madeirense de ensino superior como abrangidos pela tolerância de ponto de 12 de Maio.

As únicas ressalvas são a realização de serviços mínimos de apoio a actividades escolares programadas, como avaliações, aulas dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, ou outras cujo docente considere que a não realização afectaria de forma irremediável a programação lectiva planeada. A ser assim, os docentes terão de comunicar a decisão de realizar as aulas aos alunos, pelos canais adequados.

Recorde-se que Miguel Albuquerque considerou que não faria sentido aplicar a tolerância de ponto na Madeira invocando uma “falta de continuidade territorial”. A decisão não agradou a muitos dos que beneficiariam da tolerância de ponto e espoletou mesmo debates “quentes” no parlamento regional, como o que se verificou ontem entre a bancada do PSD e a do CDS, com o deputado social-democrata Carlos Rodrigues a acusar os centristas, o partido mais próximo da igreja católica, de aproveitamento da fé religiosa para motivos políticos, o que suscitou grande indignação no CDS-PP.