Oposição apoia protesto do JPP contra betonização das ribeiras

 

Fotos Rui Marote

Na sessão parlamentar desta manhã, a deputada do PSD, Vânia Jesus, veio também deplorar as críticas do CDS a Rubina Leal e ao Governo Regional e suas políticas sociais. “4100 pessoas por mês beneficiam de apoio alimentar, o que se cifra em 450 agregados familiares por mês. Nem tudo está feito,  mas há coisas que estão”, asseverou, denunciando também manipulacão de números pelos deputados do PSD.

Por seu turno, a deputada do PSD, Josefina Carreira, fez um discurso no qual enalteceu as “inúmeras iniciativas” desempenhadas pelo Governo Regional na promoção da ligação dos cidadãos madeirenses às acções europeias, quer aquelas que os favorecem directamente, quer aquelas que lhes procuram transmitir as vantagens de o país manter-se ainda hoje na União Europeia.

Depois foi discutido um voto de protesto do JPP quanto às obras realizadas nas ribeiras do Funchal, partido que pela voz de Carlos Costa, lamentou a destruição das muralhas do brigadeiro Oudinot e do património imóvel da RAM, “embrulhado em cortinas de betão armado”, destruindo muralhas que “fazem parte da memória colectiva” e que, em seu entender, era mesmo “cartaz turístico” no Funchal, um “trabalho exemplar de alvenaria de pedra aparelhada”.

Por seu turno, Gil Canha falou de “verdadeiro atentado ao património”.

“Pela quantidade de betão, percebe-se que o objectivo foi favorecer os lobbys”, disse.

Também Sílvia Vasconcelos,  do PCP, considerou as muralhas das ribeiras “obras seculares,  de interesse municipal”.

“Eram obras atractivas da nossa cidade, mas agora foram transformadas em construção feia e atentatória da nossa urbe”. Lamentou,  por outro lado, investimento da Lei de Meios e a falta de sensibilidade que muitas vezes acompanha o governo regional nas questões culturais”. Finalmente,  o deputado Coelho disse que o PP está de acordo com o voto de protesto do JPP, mas considerou que este partido também tem “rabos de palha”, por, alegou, permitir a construção de “mamarrachos” em Santa Cruz.

O PS e o BE também se juntaram ao voto de protesto, bem como o CDS. Todos concordaram que as intervenções mais importantes deviam ter sido feitas a montante, entre os açudes e a canalização das ribeiras, e que o Funchal não está hoje mais seguro do que antes – algo que foi contrariado pelo PSD, pela voz de Roberto Fernandes, que admitiu que há mesmo sectores do Governo que não apreciam a actual estética das ribeiras,  mas que consideram que o que foi feito aumentou efectivamente o nível securitário  do centro do Funchal em caso de chuvas torrenciais e de cheia.

“A montante, há os açudes,  que estão a ser monitorizados pelo Laboratório Regional de Engenharia Civil”, referiu.