Época de “queda livre” arrasta o Nacional para o “abismo” e faz aumentar pressão para mudanças

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A cidade desportiva visava colocar o Nacional num patamar diferente de competição.

O Nacional já não estava habituado a uma época assim. Em “queda livre”, com três treinadores e alterações que não alteraram o rumo negativo dos acontecimentos, a equipa madeirense foi arrastada para o fundo da tabela e confirmou, esta sexta-feira, com a vitória do Moreirense, aquilo que já era avistado no horizonte, que mais jornada menos jornada, a descida era consumada.

Habituado a estar a consolidar a participação na I Liga e com presenças europeias no seu historial, o Nacional garantiu um crescimento que muitos pensavam ser suficiente para não correr riscos mais consentâneos com clubes sem estrutura, que sobem e descem e andam nisto anos. Não foi o caso, porque o Nacional estabilizou e teve oportunidades de oferecer momentos de alegria aos seus adeptos.

Amanhã, sábado, quando subir ao relvado do Bessa, certamente a deceção substituirá a esperança que, ainda hoje, o técnico e os jogadores demonstravam como sendo a última coisa a perder, mas nunca que a perderiam a três jornadas do final da I Liga. A equipa foi hoje para o Continente e não viajou toda no mesmo avião, por problemas relacionados com alteração de voos. O jogo deste sábado será para cumprir calendário, como de resto os restantes dois que colocam um ponto final numa época desastrosa.

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A primeira equipa do Nacional numa competição europeia. Foto site do clube

O Nacional ocupa o último lugar com 20 pontos, fruto de 4 vitórias, 8 empates e 19 derrotas, 19 golos marcados e 50 sofridos. Números que ajudam a explicar o quanto foi negativa esta temporada para o projeto de Rui Alves, que tanto levou o clube aos sucessos, como inevitavelmente estará ligado a este insucesso com a descida de divisão.

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Rui Alves já foi feliz com Manuel Machado, em épocas anteriores. Nesta, esta dupla não deu resultados positivos.

O clube nacionalista, que teve um início de subidas e descidas nas competições nacionais de futebol, consegui estabilizar na I Liga e em 2003/2004 a sua primeira presença numa competição europeia, com Casemiro Mior, fruto do 4º lugar, tendo defrontado o Sevilha e 30 de setembro. A segunda presença numa competição da UEFA deu-se em 2005/2006 e em 2007 inaugura a cidade desportiva.

Em 2009, regista-se a terceira presença europeia, com o 4º lugar e com o feito histórico de ser a primeira equipa madeirense a apurar-se para a fase de grupos ao eliminar o Zénit. As quarta e quinta participações europeias ocorreram em 2011 e 2014.

Esta época, a equipa foi orientada por Manuel Machado, que foi substituído por Jokanovic, que por sua vez saíu para dar lugar a João de Deus. Até final desta época, o Nacional vai jogar no terreno do Boavista, desloca-se a Braga e recebe o Setúbal.

Na próxima temporada, o Nacional vai encontrar o União na II Liga.

Em função deste cenário que o Nacional enfrenta, a partir de hoje, que não corresponde, nem de perto nem de longe, aos anseios dos seus adeptos, muitas questões irão levantar-se à volta da equipa, do futuro, tanto do plantel como da equipa técnica, mas também da própria direção, com Rui Alves a ser contestado, sobretudo ao longo desta segunda volta, altura em que apareceu um grupo de conhecidos nacionalistas, que mantiveram alguns encontros e foram acompanhando o percurso descendente da equipa com prepocupação, deixando antever que uma descida implicaria a exigência de mudanças substanciais.

Certamente que os próximos dias serão esclarecedores relativamente ao momento de grande tensão para os lados da Choupana, que deixam para o seu rival, o Marítimo, o exlusivo da representação madeirense na I Liga, com as consequências que daí advêm, não só do ponto de vista financeiro como do ponto de vista desportivo.

 


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