Júlia Barros expõe a partir de amanhã no Funchal Ateneu Café

A exposição de desenhos – “A vida em movimento – Metro do Porto” e “Panejamentos”  será inaugurada amanhã pelas 18 horas, no Funchal Ateneu Café, pela madeirense Júlia Barros. A mesma, refere uma nota, nasceu em Julho de 1990 em Câmara de Lobos, e em 2008 concluiu os estudos na Escola Secundária Jaime Moniz / Artes Visuais. No mesmo ano, iniciou a vida académica na Universidade do Algarve, no curso de Design de Comunicação, terminando o mesmo, no ano de 2011. Em 2013 tornou-se Mestre em Desenho e Técnicas de Impressão pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Conforme explica, a colecção de desenhos “A vida em movimento – Metro do Porto” e “Panejamentos”, surgiu como resposta a um trabalho de projecto individual enquanto mestranda de Desenho e Técnicas de Impressão, na FBAUP.

Enquanto passageira frequente no metro do Porto, “as viagens despertavam a minha curiosidade e tornavam-se interessantes pelo facto de poder observar e assistir a actos, posturas, atitudes e humores de diversas pessoas”, refere a artista. “Assim, surgiu-me a inspiração para o desenvolvimento de um projecto, com o objectivo de relatar sob a forma de desenho, a dinâmica e o movimento das pessoas nas estações e carruagens do metro. Estes momentos foram registados em fracções de segundos, por um simples disparo, que jamais voltarão a ser vividos da mesma forma, no mesmo local, com o mesmo sentimento. Cada desenho foi elaborado através de uma imagem fotográfica, que captou um momento e que, de algum modo, o congelou para sempre”.

Através da execução dos desenhos do metro, rapidamente surgiu interesse em explorar uma componente técnica mais detalhada, relacionada com a textura das roupas. “Assim sendo, seleccionei algumas peças e realizei uma acção”, explica Júlia Barros, da qual nasceu a colecção “Panejamentos”, que envolve uma interacção entre o movimento espontâneo de atirar uma peça de roupa para o chão e a forma como a artista a trabalhou no seu desenho. “A fotografia reporta. O desenho é o resultado desse acto”, diz.