Inaugurada amanhã exposição de Élia Pimenta no Mudas – Museu de Arte Contemporânea

Amanhã, dia 5 do corrente mês, pelas 18 horas, na galeria de exposições temporárias do MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira, na Calheta, decorre a cerimónia de apresentação pública e entrega formal à Região de um conjunto de 29 obras de pintura e desenho, da autoria da artista plástica madeirense Élia Pimenta. O espólio, gentilmente doado ao Museu por José Manuel Mota Pimenta, será entregue num acto formal ao qual seguir-se-á a abertura de uma exposição evocativa da obra desta autora, “Élia Pimenta, 1939-1996”, composta pelo conjunto de obras que integram a doação, refere uma nota da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura.

Para acompanhar esta efeméride, será, posteriormente, editado um catálogo, que contará com texto da docente universitária Isabel Santa Clara Gomes.

Élia Maria Gonçalves Pereira Pimenta nasceu em 1939 na freguesia de Santa Luzia, no Funchal, onde faleceu, em 1996.

Durante a sua vida notabilizou-se enquanto docente em várias instituições de ensino, sobretudo, e a partir de 1977, no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira.

Como artista plástica, participou em inúmeras exposições individuais e colectivas, encontrando-se representada na coleção do MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira e em diversas colecções particulares.

Sobre a sua obra, António Marques da Silva referia, em 1996, que “criou um universo em que pequenos animais simultaneamente amáveis, inquietantes, e estranhos, irrompiam pela terra”, num acto de transfiguração que os liberta e metamorfoseia em formas de sugestão humana, ponteadas pelo vibrismo e exuberância da cor que imprime sobre a tela e, pela turbulência dos movimentos que lhes impõe. Sobre o zoomorfismo da sua obra, Idalina Sardinha (1996), aponta que “esta quase obsessão pelos pássaros, pelos animais, presente já nos seus desenhos e gravuras (…) parece querer reconciliar, num mundo fabuloso, o mundo dos animais e dos homens”. Curiosamente, Élia Pimenta, refere-se ao seu trabalho como “ uma maneira de reflectir e afirmar a razão de existir…” (palavras extraídas do catálogo da exposição retrospectiva da sua obra -Uma Exposição Forte, realizada em 1996 no Museu de Arte Contemporânea do Funchal, em referência ao seu diário pessoal).