Diabetes mata 12 pessoas por dia em Portugal e todos os dias surgem 168 novos casos

A diabetes mata 12 pessoas por dia em Portugal, segundo indicadores do último relatório divulgado,, que reporta a 2015.

Os números constam de um relatório anual (2015) do Observatório Anual da Diabetes e são deveras preocupantes: A diabetes mata 12 pessoas por dia em Portugal (4.406 óbitos em 2015, mais 131 do que em 2014). Todos os dias surgem 168 novos casos. Afeta um milhão de pessoas e mais dois milhões na fase de pré-diabetes. É a causa de três amputações por dia. Um caso sério, muito igual em todo o território nacional e também nas ilhas.

O documento aponta situações que mostram uma evolução da doença, havendo ainda muitos portugueses que ainda não sabem que a têm. o aumento dos internamentos associados à diabetes, o aumento da diabetes gestacional, a diminuição do número de utentes com retinografis realizadas, bem como o aumento da despesa com medicamentos, são indicadores que ajudam a compreender a necessidade de uma atenção cada vez maior e de uma prevenção adequada.

Da leitura do referido relatório, podemos verificar, na componente de letalidade intra-hospitalar no SNS (47 245 óbitos), que a mesma representa 47,4% do universo
de óbitos ocorridos em Portugal Continental (99 737 óbitos) em 2014.
A População com Diabetes representou, em 2014, 24,8% da letalidade
intra-hospitalar no SNS (correspondendo a 11 736 indivíduos), ou seja, cerca
de ¼ das pessoas que morrem nos hospitais têm diabetes.

Relativamente aos tipo da Diabetes, uma informação hoje muito acessível, torna-se importante, neste contexto de números assustadores, lembrar alguns pormenores, recorrendo ao que está referido no documento em análise:  “a Diabetes tipo 1 é causada pela destruição das células produtoras de insulina do pâncreas pelo sistema de defesa do organismo, geralmente devido a uma reaçã auto-imune. As células beta do pâncreas produzem, assim, pouca ou nenhuma insulina, a hormona que permite que a glicose entre nas células do corpo.
A doença pode afetar pessoas de qualquer idade, mas ocorre geralmente em
crianças ou adultos jovens. As pessoas com Diabetes tipo 1 necessitam de
injeções de insulina diariamente para controlar os seus níveis de glicose no
sangue. Sem insulina, as pessoas com Diabetes tipo 1 não sobrevivem.
O aparecimento da Diabetes tipo 1 é, geralmente, repentino e dramático e pode
incluir sintomas como os que são de seguida apresentados.
Sintomas Clássicos de Descompensação: Sede anormal e secura de boca; Micção frequente; Cansaço/falta de energia; Fome constante; Perda de peso súbita; Feridas de cura lenta; Infeções recorrentes; Visão turva.
A Diabetes tipo 1 é menos frequente do que a Diabetes tipo 2 (menos de 10%
dos casos de Diabetes), mas a sua incidência está a aumentar, e embora os
motivos não sejam completamente conhecidos, é provável que se relacionem,
sobretudo, com alterações nos fatores de risco ambiental. Os fatores de risco
ambientais, o aumento da altura e de peso, o aumento da idade materna no parto
e, possivelmente, alguns aspetos da alimentação, bem como a exposição a certas
infeções virais, podem desencadear fenómenos de auto-imunidade ou acelerar
uma destruição das células beta já em progressão.
Diabetes tipo 2
A Diabetes tipo 2 ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou
quando o organismo não consegue utilizar efiazmente a insulina produzida.
O diagnóstico de Diabetes tipo 2 ocorre geralmente após os 40 anos de idade,
mas pode ocorrer mais cedo, associada à obesidade, principalmente em
populações com elevada prevalência de diabetes. São cada vez mais crianças que
desenvolvem Diabetes tipo 2. A Diabetes tipo 2 pode ser assintomática, ou seja,
pode passar desapercebida por muitos anos, sendo o diagnóstico muitas vezes
efetuado devido à manifestação de complicações associadas ou, acidentalmente,
através de um resultado anormal dos valores de glicose no sangue ou na urina.
A Diabetes tipo 2 é muitas vezes, mas nem sempre, associada à obesidade, que
pode, por si, causar resistência à insulina e provocar níveis elevados de glicose no
sangue. Tem uma forte componente de hereditariedade, mas os seus principais
genes predisponentes ainda não foram identifiados. Há vários fatores possíveis
para o desenvolvimento da Diabetes tipo 2, entre os quais: Obesidade, alimentação inadequada e inatividade física; Envelhecimento; Resistência à insulina; História familiar de diabetes; Ambiente intra-uterino defiitário; Etnia.”

A diabetes é uma doença silenciosa e, por vezes, se não forem feitos exames, as pessoas poderão ficar saber se sofrem da doença, cuja “responsabilidade” é normalmente atribuída à obesidade, à ingestão de açúcar e gordura em excesso, sedentarismo, história familiar e herança genética, idade, stress e alcoolismo.


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