
O responsável pela tutela da Saúde na Região anunciou a reformulação do projeto de construção do novo Hospital, com uma redução de 100 camas. Um dado pouco valorizado mas que o CDS-PP vai pedir esclarecimentos, pela via parlamentar. «A questão é que está toda a gente a esquecer-se de que o projecto inicial previa 650 camas. Há uma redução para 550 e isso nunca foi devidamente explicado”, consideram os deputados do CDS-PP.
“As atuais instalações hospitalares do Hospital Dr. Nélio Mendonça e Hospital dos Marmeleiros perfazem, no conjunto, um total de cerca de 700 camas.A Comissão de Avaliação da Construção do Novo Hospital, presidida pelo médico Filomeno Paulo, apontou para a necessidade de a nova unidade hospitalar consagrar 650 camas, deixando ainda em aberto um eventual adicional atendendo à localização periférica da Madeira e à circunstância de não existir uma sede social robusta.
Foi, depois, anunciado pela Comissão de Acompanhamento da Construção do Novo Hospital, dirigida pelo médico Mário Rodrigues, que, afinal, o número de camas seria reduzido para as 550.
A evolução sobre a necessidade de camas hospitalares tem diminuído nas últimas três décadas, é certo, mas, nos últimos dez anos, temos assistido a uma inversão desta tendência devido à necessidade de camas para internamento de idosos, especialmente por complicações clínicas e doenças infecciosas das populações mais velhas.
Neste contexto, o número de 550 camas previstas para o novo Hospital Central do Funchal não está tecnicamente validado e deve ser alterado, por forma a não faltarem camas hospitalares, em espacial para os idosos, tanto mais que com o atual Governo Regional não se vislumbra qualquer solução para as altas problemáticas.
No Serviço Nacional de Saúde (SNS) muito doentes são tratados em hospitais centrais e depois enviados para hospitais concelhios ou distritais onde permanecem em convalescença, o que é de todo impossível acontecer na Madeira por haver apenas um único hospital.
Assim, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, no uso dos seus poderes estatutários e regimentais, recomenda ao Governo Regional que, na construção do novo Hospital Central do Funchal, mantenha as 650 camas que foram recomendadas pela Comissão de Avaliação, por forma a evitar situações futuras de estrangulamento das necessidades hospitalares das populações da Região Autónoma da Madeira.”
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