CDS reage à redução do número de camas do novo hospital e apresenta Projeto de Resolução na Assembleia

Imagem da apresentação, na passada semana, do projeto de reformulação do novo hospital, evento que teve lugar no gabinete do secretário Pedro Ramos.

O responsável pela tutela da Saúde na Região anunciou a reformulação do projeto de construção do novo Hospital, com uma redução de 100 camas. Um dado pouco valorizado mas que o CDS-PP vai pedir esclarecimentos, pela via parlamentar.  «A questão é que está toda a gente a esquecer-se de que o projecto inicial previa 650 camas. Há uma redução para 550 e isso nunca foi devidamente explicado”, consideram os deputados do CDS-PP.

Neste sentido, e em reação ao que foi publicamente apresentado, o líder parlamentar centrista, Rui Barreto, apresentou na Assembleia Legislativa, um Projecto de Resolução  no sentido de lembrar os factos e pedir ao Governo Regional que mantenha as 650 camas.

“As atuais instalações hospitalares do Hospital Dr. Nélio Mendonça e Hospital dos Marmeleiros perfazem, no conjunto, um total de cerca de 700 camas.A Comissão de Avaliação da Construção do Novo Hospital, presidida pelo médico Filomeno Paulo, apontou para a necessidade de a nova unidade hospitalar consagrar 650 camas, deixando ainda em aberto um eventual adicional atendendo à localização periférica da Madeira e à circunstância de não existir uma sede social robusta.

Foi, depois, anunciado pela Comissão de Acompanhamento da Construção do Novo Hospital, dirigida pelo médico Mário Rodrigues, que, afinal, o número de camas seria reduzido para as 550.

A evolução sobre a necessidade de camas hospitalares tem diminuído nas últimas três décadas, é certo, mas, nos últimos dez anos, temos assistido a uma inversão desta tendência devido à necessidade de camas para internamento de idosos, especialmente por complicações clínicas e doenças infecciosas das populações mais velhas.

Neste contexto, o número de 550 camas previstas para o novo Hospital Central do Funchal não está tecnicamente validado e deve ser alterado, por forma a não faltarem camas hospitalares, em espacial para os idosos, tanto mais que com o atual Governo Regional não se vislumbra qualquer solução para as altas problemáticas.

No Serviço Nacional de Saúde (SNS) muito doentes são tratados em hospitais centrais e depois enviados para hospitais concelhios ou distritais onde permanecem em convalescença, o que é de todo impossível acontecer na Madeira por haver apenas um único hospital.

Assim, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, no uso dos seus poderes estatutários e regimentais, recomenda ao Governo Regional que, na construção do novo Hospital Central do Funchal, mantenha as 650 camas que foram recomendadas pela Comissão de Avaliação, por forma a evitar situações futuras de estrangulamento das necessidades hospitalares das populações da Região Autónoma da Madeira.”


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