Susana Prada acompanhou visita do PCP à Meia Serra

A secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, acompanhou uma visita realizada a pedido do grupo parlamentar do PCP às instalações da Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da Meia Serra. Na oportunidade, referiu que a energia fornecida por esta estação à Empresa de Electricidade da Madeira, cerca de 50 GWh/ano, permite abastecer perto de 38 mil habitantes, 15% da população da Região.

A Águas e Resíduos da Madeira (ARM) é a entidade responsável pelo tratamento, valorização e eliminação dos resíduos sólidos de todos os concelhos da Região. A Estação da Meia Serra constitui a principal infraestrutura do Sistema de Transferência, Triagem, Tratamento e Valorização de Resíduos Urbanos do arquipélago, informa a Secretaria. Aquando do início da sua construção no final da década de 80, foi o primeiro sistema integrado de tratamento e destino final de resíduos sólidos urbanos do país. Desde essa altura, tem sido alvo de várias adaptações, de forma a dar resposta às cada vez mais exigentes directrizes europeias e nacionais.

Desta forma, começa em laboração, em 2003, a Instalação de Incineração de Resíduos Sólidos Urbanos (IIRSU) que passou a permitir a eliminação de resíduos de forma controlada, respeitando os apertados limites estabelecidos pela legislação nacional e comunitária para as emissões gasosas, exploca a SRARN. A IIRSU é constituída por duas linhas de incineração independentes, cada uma com capacidade de 8 toneladas por hora, cerca de 128.000 toneladas por ano. O processo de incineração é controlado e automatizado e permite, para além do tratamento dos resíduos por combustão, a produção de energia eléctrica.

Susana Prada sublinha que este procedimento traz várias vantagens, nomeadamente “a redução drástica do volume de resíduos depositados em aterro; a destruição de bactérias, vírus e compostos orgânicos; a recuperação de energia e diminuição da necessidade de recurso ao consumo de combustíveis fósseis”.

Estas instalações, que se encontram devidamente licenciadas e que são regularmente fiscalizadas, possuem vários mecanismos de monitorização ambiental para garantir a sua correcta operação, como a monitorização das emissões atmosféricas das chaminés, do comportamento dos aterros e da qualidade das águas residuais, subterrâneas e superficiais. Este controlo tem, até ao momento, demonstrado que as instalações funcionam dentro dos parâmetros considerados normais, garante a SRARN.


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