Rui Marote
Se hoje existe, para o bem e para o mal, uma Praça a que chamam “do Povo”, tal deve-se ao 20 de Fevereiro de 2010.
Toda aquela frente mar sofreu uma transformação, embora contestada por ambientalistas e outras forças opositoras.

A Sociedade Metropolitana – Vice-Presidência do Governo chamou a seu cargo todo esse processo. Recorde-se que a Câmara de Miguel Albuquerque moveu um braço-de-ferro que levou o Governo a regionalizar toda a Avenida do Mar.
Com a obra concluída, alguns que disseram mal, mudaram de opinião.
Entre o “está bonitinho” e “o mar vai levar isto tudo”, as opiniões divergem.

O Governo esteve largo tempo com a manutenção dos jardins, que estavam ao cuidado da firma que efectuou todo este plano de jardinagem.
Terminado o contrato, toda aquela área ficou ao abandono.
A Câmara do Funchal é responsável pela limpeza da área. Os portos consideram-se” donos” da Praça e até, e bem, instituíram regras para eventos naquele espaço e com taxas destinadas a afugentar os homens das barracas.

Quanto a manutenção, temos uma praça com o piso conspurcado com buracos, aguardando que a secretaria da tutela instale a tal pedra (rochosa) onde ficariam instaladas as placas dos ilustres e famosos visitantes que estiveram na Madeira, um memorial turístico.
Mas o que nos chama atenção é o estado lastimoso dos jardins, alguns mais carecas do que eu próprio.
Falta cerca de um mês e meio para a Festa da Flor: naquele local ficam instalados os pavilhões de exposição do concurso botânico visitado por milhares de pessoas, estando rodeado, no seu exterior, por jardins em que o alecrim sobrevive no meio da seca. É esta a imagem que queremos dar naquela a que chamam terra das flores? Ainda vamos a tempo de inverter a situação de toda aquela área e saber de uma vez para sempre a quem compete assegurar a manutenção dos jardins da Praça do Povo. Ou continuaremos a sacudir a água do capote, fazendo de conta que não temos nada haver com este espectáculo?
A Associação de Promoção Turística e a Secretaria que tutela esta área têm verbas para foguetes, têm verbas para festas e outros eventos que atraem visitantes. Reflictam em quanto dinheiro será verdadeiramente necessário para manter estes jardins…
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