
*Com Fátima Marques
Está patente ao público, no Museu Calouste Gulbenkian, uma mostra diversificada de trabalhos artísticos de Almada negreiros, enquadrados na iniciativa “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser Moderno”.
No catálogo da Gulbenkian, o artista é citado numa das suas célebres afirmações: “Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade”, José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid 1927.
Um artista que marcou o século XX com as suas obras poderão ser apreciadas em Lisboa, com destaque para uma criatividade sem limites e uma profusão cromática que não deixa indiferente os apreciadores dos seus quadros.
O FN reproduz, a propósito desta mostra, uma nota da Curadoria do Museu, Mariana Pinto dos Santos com Ana Vasconcelos.

“Autor profuso e diversificado, Almada (1893-1970) pôs em prática uma conceção heteróclita do artista moderno, desdobrado por múltiplos ofícios. Toda a arte, nas suas várias formas, seria, para Almada, uma parte do «espetáculo» que o artista teria por missão apresentar perante o público, fazendo de cada obra, gesto ou atitude um meio de dar a ver uma ideia total de modernidade.

A exposição apresenta um conjunto de obras que reflete a condição complexa, experimental, contraditória e híbrida da modernidade. A pintura e o desenho mostram-se em estreita ligação com os trabalhos que fez em colaboração com arquitetos, escritores, editores, músicos, cenógrafos ou encenadores. Esta escolha dá também visibilidade à presença marcante do cinema e à persistência da narrativa gráfica ao longo da sua obra. Juntam-se ainda obras e estudos inéditos que darão a conhecer diferentes facetas do processo de trabalho artístico de José de Almada Negreiros.”







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