“DAR A VER” dia 11 nos engenhos do Porto da Cruz

Dar e ver-Engenho- Porto da Cruz

No âmbito da segunda edição do projeto de divulgação cultural DAR A VER, iniciativa da responsabilidade da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, através da Direção Regional da Cultura (Direção de Serviços de Museus e Património Cultural) realiza-se no dia 11 de fevereiro, sábado, pelas 11h00 horas, uma visita guiada aos Engenhos do Norte (Porto da Cruz)   a cargo de Lídia Góes Ferreira, diretora do Museu Etnográfico da Madeira.

Para esta visita guiada aos Engenhos do Norte, Porto da Cruz, foi tido em conta o fato de que as profundas alterações nos meios rurais e urbanos e a consequente perda de preciosos testemunhos fizeram com que repensássemos as políticas culturais, tendo-se assumido que o património tecnológico e industrial possui uma importância vital, pela necessidade que as sociedades têm de preservar a sua memória, que é parte integrante da sua identidade e da sua História.

A “Antiga Fábrica de aguardente da Ribeira Brava”, edifício no qual foi instalado o Museu Etnográfico da Madeira, testemunho único a nível nacional, e a “Sociedade de Engenhos do Norte”, atual “Engenho do Porto da Cruz”, unidade fabril ainda em funcionamento, são dois testemunhos de um importante ciclo económico da História do nosso arquipélago, o ciclo do açúcar, para os quais encontraram-se diferentes soluções de salvaguarda patrimonial.

É esse testemunho “vivo”, recuperado por uma entidade privada, que soube manter a traça original do edifício e preservar o equipamento, que Lídia Góes Ferreira quer dar a conhecer nesta visita, propriedade de J. Faria & Filhos, Lda, valorizando o papel da iniciativa privada, na salvaguarda do nosso património cultural.

De notar que, tal como na primeira edição do projeto DAR A VER, a segunda edição da iniciativa, que teve início no passado mês de janeiro, tem por base a ideia da divulgação, de forma gratuita, do património artístico existente no arquipélago da Madeira.

Para além dos trabalhos de investigação, classificação e conservação e restauro, é essencial proceder-se à divulgação e ao conhecimento de um vasto e diversificado conjunto de bens móveis e imóveis postos à guarda de todos os madeirenses, e que constituem uma essencial reserva de identidade cultural.

Ao longo do ano, e até novembro serão convidados vários especialistas, locais e nacionais, que abordarão de forma mais específica ou generalista aspetos dessa imensa diversidade cultural conservada in situ, ou já transitada para museus. O essencial do programa será, como em 2016, constituído por visitas guiadas e por conferências a realizar em vários locais.

Refira-se ainda que a participação na atividade é gratuita, sendo que deverá ser feita uma inscrição prévia através do endereçodaraver.drc@gmail.com.

Recorde-se que Lídia Gois é licenciada em Antropologia e possui mestrado em Museologia e Património pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Ao longo do seu percurso profissional tem produzido vários projetos de investigação e divulgação na área da antropologia, do património cultural e da museologia, e do seu currículo profissional e científico fazem parte vários artigos publicados em periódicos e revistas, no âmbito de diferentes temáticas. É autora de documentários, publicações e coleções de postais, na área da Etnografia.

 


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