“União clube” sem apoios acusa Governo de criar problemas de tesouraria e falsas expetativas

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“Como é que se faz um orçamento em julho se o Governo não anuncia qual a verba que vai entregar? No passado havia atraso de um ou dois meses, mas já se sabia quais as verbas com que podiamos contar”.

Num contexto em que a equipa de futebol do União recebe, logo à tarde, pelas 15 horas, o Portimonense, no Estádio do Centro Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava, um jogo em que se poderá aferir o momento atual dos unionistas, Filipe Silva, o presidente, abordou, em declarações ao Funchal Notícias, os apoios ao União clube e a forma menos correta como considera que a situação tem sido tratada pelas entidades governamentais.

O União SAD assinou os contratos-programa mas o União clube “não tem qualquer tipo de apoio do Governo Regional, o que viola o princípio da igualdade entre clubes e é lamentável, até porque temos 250 atletas na formação a treinarem regularmente, quatro treinos por semana”.

Não se compreende…”

Esta denúncia é feita pelo responsável máximo pelos destinos unionistas, Filipe Silva, que se mostra descontente com os atrasos e as expectativas que são criadas junto dos clubes e as responsabilidades entretanto assumidas por estes. “Não se compreende que continue a haver uma disparidade entre a data em que é concedido o apoio e a data em que começam os campeonatos. Isso cria problemas de tesouraria e falsas expetativas. A época começa em julho e os clubes só recebem apoios em fevereiro ou março.”

Governo cria buraco financeiro

Com esta situação, diz Filipe Silva, o Governo cria com isso um buraco financeiro, ao fomentar falsas expetativas e devia, de uma forma frontal, assumir quanto vai entregar a cada clube, definindo antecipadamente as verbas. Ou seja, para a próxima época, já deveriam ter sido anunciadas quais as verbas para cada clube. Senão vejamos: como é que se faz um orçamento em julho se o Governo não anuncia qual a verba que vai entregar? No passado havia atraso de um ou dois meses, mas já se sabia quais as verbas com que podiamos contar”.


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