A Associação de Caçadores da Madeira e Porto Santo, a Associação de Caçadores do Porto Santo, a Associação de Caçadores da RAM e o Clube de Tiro Caça e Pesca da Madeira “apoiam sem reservas” o repovoamento com coelhos vindo dos exterior daa ilha do Porto Santo.
A posição conjunta foi tomada num comunicado conjunto assinado pelo presidente da Associação de Caçadores da Madeira e Porto Santo, Joaquim Sousa Lino, hoje tornado público.
Eis o teor integral do comunicado:
“Nos últimos anos a ilha do Porto Santo, tem sido afetada por doenças que dizimaram as populações de coelhos bravos, principal espécie cinegética da região. No ano de 2012, esta ilha, foi atingida pelo vírus da mixomatose que provocou uma enorme mortalidade destes animais, o que levou a crer a muitos, que estes estavam extintos no Porto Santo.
Após este surto, começaram a surgir, em vários locais da ilha, coelhos com características morfológicas (tamanho e pelagem) muito diferentes das do coelho bravo, existente até então, fruto de repovoamentos não autorizados e desmedidos.
Estes repovoamentos não autorizados comprometeram de forma irreversível os coelhos bravos da ilha do Porto Santo, com características morfológicas únicas, resultado da evolução da espécie, desde a sua introdução, há quase 600 anos.
Recentemente e em consequência de um protocolo de cooperação entre o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN, IP-RAM) e o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, foram recolhidos vários animais com o objetivo de estudar a divergência morfológica do coelho bravo na ilha do Porto Santo, desde a sua introdução.
Estes estudos confirmaram que, devido aos repovoamentos irrefletidos realizados, com inúmeros animais domésticos e híbridos, levou a uma descaracterização definitiva do coelho bravo do Porto Santo.
A mortandade que se verificou no final de 2016, nos coelhos do Porto Santo, foi provocada pela variante tipo 2 da Doença Hemorrágica Viral (DHV), que por consequência, fez com que a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, como medida de gestão cinegética, encerrasse antecipadamente o período venatório para o coelho bravo, na ilha do Porto Santo.
Esta nova estirpe do vírus da DHV foi caracterizada por um elevado grau de contagiosidade e de mortalidade, que provocou efeitos nefastos sobre as populações de coelho bravo, reduzindo-as drasticamente.
Os últimos censos realizados na ilha do Porto Santo, com o objectivo de verificar o estado evolutivo da colónia de coelhos bravos, confirmaram que esta nova variante do vírus da DHV matou cerca de 98% da população então existente.
Sendo o coelho bravo a principal espécie cinegética da nossa região e fazendo parte da cadeia alimentar de outras espécies, o IFCN procedeu à captura de alguns destes animais na ilha da Madeira, com o objetivo de realizar repovoamentos cinegéticos, na ilha do Porto Santo.
Em colaboração com a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária, todos os coelhos bravos capturados, estão a ser sujeitos a um controlo exigente do seu estado hígido, tendo sido também, iniciado o protocolo de vacinação contra a nova variante de DHV.
Estes coelhos serão utilizados para repovoamento das áreas de aptidão cinegética, previamente selecionadas pelos serviços do IFCN.
As Associações de Caçadores abaixo apoiam sem reservas estes procedimentos do GRM/IFCN.
ASSOCIAÇÂO DE CAÇADORES DA MADEIRA E PORTO SANTO
ASSOCIAÇÃO DE CAÇADORES DO PORTO SANTO
ASSOCIAÇÃO DE CAÇADORES DA RAM
CLUBE DE TIRO CAÇA E PESCA DA MADEIRA
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






