
“Quem paga os danos patrimoniais causados à cidade? Quem assume a responsabilidade? Quem acompanhou e recebeu este projecto? Quem aceitou, aprovou e enviou para concurso? Onde estava a DRAC?
Não tenciono ficar calado. Espero que o Ministério Público considere isto como um crime público de destruição de bens culturais, históricos e arquitectónicos da cidade, um atentado contra a sociedade por empobrecimento de um património que era de todos nós, e leve os responsáveis a tribunal. É uma luta que fica em aberto…”.
Esta posição foi expressa por Danilo Matos, na qualidade de cidadão, insurgindo-se contra uma parte das obras nas ribeiras do Funchal, reafirmando posições que vem assumindo relativamente ao que considera ser uma obra mal planeada.

Danilo Matos, na sua página do Facebook, mostra imagens que classificou de “brutais” dos troços da Ribeira de Santa Luzia, entre a ponte do Bazar do Povo e a ponte do Til, “cobertos já por aquelas famigeradas vigas de travamento que têm provocado nos funchalenses uma grande indignação. As pessoas conhecem qual é a minha formação académica. Devo ter conversado sobre isto com uns 30 colegas engenheiros, muitos deles com mais experiência em estruturas do que eu, ninguém aprovou isto e de uma maneira geral criticaram o modelo de cálculo adoptado pelos projectistas, quando havia outras alternativas, mesmo para a solução de recobrimento em betão das muralhas que foi preconizada”.
Sublinhando o seu dever de cidadania, refere que “todos aqueles troços da ribeira poderiam ter sido reabilitados como eu sempre defendi, e não me canso de repetir, mas Sérgio Marques afirmava a pés juntos que tinha de ser assim por razões de segurança, o que não passava de uma mentira – bem demonstrada quando mais tarde, tarde demais, vem a admitir a revisão dos projectos para o troço terminal da Ribeira de Santa Luzia e para a Ribeira de João Gomes, como se nada tivesse acontecido. Ao mandar rever os projectos e a suspender a demolição de pontes ele estava a confessar a sua derrota e a mentira e a dar razão à nossa indignação”.
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