Danilo Matos alerta para “imagens brutais” nas ribeiras

ribeira-1
Imagem retirada da página do Facebook de Danilo Matos.

“Quem paga os danos patrimoniais causados à cidade? Quem assume a responsabilidade? Quem acompanhou e recebeu este projecto? Quem aceitou, aprovou e enviou para concurso? Onde estava a DRAC?
Não tenciono ficar calado. Espero que o Ministério Público considere isto como um crime público de destruição de bens culturais, históricos e arquitectónicos da cidade, um atentado contra a sociedade por empobrecimento de um património que era de todos nós, e leve os responsáveis a tribunal. É uma luta que fica em aberto…”.

Esta posição foi expressa por Danilo Matos, na qualidade de cidadão, insurgindo-se contra uma parte das obras nas ribeiras do Funchal, reafirmando posições que vem assumindo relativamente ao que considera ser uma obra mal planeada.

ribeira-2
“Quem paga os danos patrimoniais causados à cidade? Quem assume a responsabilidade? questiona Danilo Matos.

Danilo Matos, na sua página do Facebook, mostra imagens que classificou de “brutais” dos troços da Ribeira de Santa Luzia, entre a ponte do Bazar do Povo e a ponte do Til, “cobertos já por aquelas famigeradas vigas de travamento que têm provocado nos funchalenses uma grande indignação. As pessoas conhecem qual é a minha formação académica. Devo ter conversado sobre isto com uns 30 colegas engenheiros, muitos deles com mais experiência em estruturas do que eu, ninguém aprovou isto e de uma maneira geral criticaram o modelo de cálculo adoptado pelos projectistas, quando havia outras alternativas, mesmo para a solução de recobrimento em betão das muralhas que foi preconizada”.

Sublinhando o seu dever de cidadania, refere que “todos aqueles troços da ribeira poderiam ter sido reabilitados como eu sempre defendi, e não me canso de repetir, mas Sérgio Marques afirmava a pés juntos que tinha de ser assim por razões de segurança, o que não passava de uma mentira – bem demonstrada quando mais tarde, tarde demais, vem a admitir a revisão dos projectos para o troço terminal da Ribeira de Santa Luzia e para a Ribeira de João Gomes, como se nada tivesse acontecido. Ao mandar rever os projectos e a suspender a demolição de pontes ele estava a confessar a sua derrota e a mentira e a dar razão à nossa indignação”.

 


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.