
“Era bom que o PSD da Madeira esclarecesse aos madeirenses se está a favor desta atitude revanchista e oportunista do seu partido de votar contra a TSU, dando uma machadada no diálogo social e revelando o que já todos sabemos há muito: detesta a ideia de aumentos do salário mínimo. Para ele e para o seu PSD o ideal era o empobrecimento sistemático! Por isso, repito, que é útil e relevante que os madeirenses saibam com que PSD-M estamos a lidar, sem biombos ou hipocrisias”.
Esta posição do líder do PS-Madeira e deputado socialista à Assembleia da República foi assumida nas habituais notas do dia, e refere-se à redução da Taxa Social Única, que já está a ser discutida na Assembleia da República e que deverá ser rejeitada com os votos do BE, PCP e PSD, apesar de ter sido acordada pelo governo em sede de concertação social e promulgada pelo Presidente da República.
Na outra nota disponibilizada no mesmo espaço partidário, Carlos Pereira aborda o facto de a Europa já ter aprovado os quase 4 milhões de euros para a ajuda aos incêndios: “Um trabalho conjunto entre governos (regional e nacional) que deu os frutos necessários. Espero agora que o governo regional faça o seu trabalho de forma adequada”. O líder socialista acusa o governo de fazer “politiquice rasteira com a vida dos madeirenses porque diz que não chegou um euro de Lisboa, mas sabe que o dinheiro não vem em sacos, é preciso que o governo apresente projectos para ter acesso ao financiamento”.
Haraquiri do líder do PSD
A este propósito, Carlos Pereira escreveu um artigo de opinião no “Económico” onde diz que “afrontar o diálogo social e colocar em causa esforço de trabalhadores e patrões em torno da política de salário mínimo, e dos mecanismos de competitividade empresarial, não ataca a geringonça, é antes um haraquiri do líder do PSD. Afronta o seu eleitorado mais fiel e não fará com que o centro esquerda caia nos seus braços. A concertação social não é uma central de interesses partidários. É um instrumento respeitado, útil e indispensável para a construção de políticas compatíveis como interesse social, onde sindicatos e associações patronais procuram pontos de equilíbrio, ajudando a promover a estabilidade do país e o crescimento económico. Compreendemos melhor, agora, a gritaria do PSD sobre a decisão do governo em aumentar o salário mínimo, mesmo que falhasse o acordo com trabalhadores e patrões. A estratégia era a mesma, mas com alvos diferentes: apostar no falhanco do diálogo social e puxar pela instabilidade por essa via. Nunca se importaram verdadeiramente com a obtenção de qualquer acordo. Sempre desejaram que as negociações falhassem e isso nada tinha que ver com o salário mínimo ou com a TSU. Era apenas oportunismo partidário puro e duro”.
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